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MAÇÃ, ex-centro-avante do América de Curitiba-PR, Belmonte-PR, CAMA-PR, Astorga-PR e Barreirinha-PR.

Máximo Francisco dos Reis, o Maçã nasceu em São Francisco do Sul, no Estado de Santa Catarina, no dia 3 de março de 1934.


Centro avante técnico e rápido, fazia muitos gols.


Em 1950 a família de Maçã mudou-se para Curitiba, com o intuito de melhorar de padrão de vida.


Foi morar com sua tia Petronília no bairro Água Verde.


Maçã conta que gostava de jogar pelada no campinho ao lado do Hospital Victor Ferreira do Amaral, um terreno acidentado, inclinado, que dava muito trabalho na hora de buscar a bola quando alguém chutava forte.

“No local havia um terreno do Banco Lar Brasileiro, e vi muitos jovens jogando futebol descalços.Eu fiquei na beira do campo olhando. Eles me convidaram a entrar, entrei e fiquei até hoje participando da vida esportiva da cidade. Foi ali que conheci os jogadores Caju, Cecato, Belfare, Damião, Toco, Guará, Aldir filho do Alberto, Rui, Almir, Julião (pai do Secretário de Obras), Pernambuco irmão do Ertes, Neno e Sanford.


Um ano depois, Maçã fazia testes no América (de Curitiba), aonde destacou-se logo em seu primeiro treino. Com 1 mês de clube já era titular da equipe profissional.


Permaneceu no América até 1953.


No início de 1954 foi vendido ao Belmonte, também de Curitiba.


Em 1955 foi vendido ao CAMA, de Telêmaco Borba, aonde fez parte do elenco que foi campeão paranaense.


Em 1956 transferiu-se para o Astorga, aonde conquistou o título de Campeão do Interior do Paraná.


Os jogadores da foto do Astorga:
Em pé da esquerda pra direita: Artur (técnico), Tuca, Paulista, Bigorna, Fábio, Piraquara, Baiano, Thalis, Zé Baiano e Deoduque (auxiliar técnico).
Agachados na mesma ordem: Cambará, Paulistão, Pedrinho, Maçã, Niquinho, Manoel e Tio Chico.


Logo após a conquista do título foi vendido ao Britânia, de Curitiba, ainda em 1956, aonde jogou até 1958.

E no final deste ano, devido ao seu físico franzino que lhe causou algumas contusões, decidiu largar a carreira de jogador profissional.


No entanto, após receber vários convites, decidiu disputar o Campeonato Amador de Curitiba pela equipe do Barreirinha, aonde novamente se destacou.


Em 1962, através de seu amigo Batista, recebeu um convite para treinar no Santos ao lado de Pelé, Dorval, Zito, Pepe e tantos outros. Batista fazia parte do elenco santista naquele ano.

Abaixo Zoca, Maçã e Batista na Vila Belmiro quando recebeu o convite para treinar no Santos.

 

Abaixo Dorval, Maçã e Pelé na Vila Belmiro quando recebeu o convite para treinar no Santos.


Voltando para Curitiba, Maçã engajou-se em causas políticas.

Foi um dos criadores do Instituto Afro-Brasileiro, no Paraná; é de sua autoria o projeto de atendimento dentário no SUS; algumas ruas de Curitiba tem seus nomes devido a projetos seus.

Uma delas, Rua Doutora Lenira Maria dos Santos Reis, é em homenagem a sua falecida esposa; e por tudo isso, e muito mais, em 1999 Maçã recebeu o título de Cidadão Honorário de Curitiba.


Hoje Maçã está aposentado, gosta muito de viajar, e promovia até o ano de 2010 no Rerstaurante Enseada, em Curitiba, encontros mensais de pessoas nascidas em sua cidade natal.


Com a doutora Lenira, Maçã teve os filhos Mauro Luis dos Reis (faleceu jovem, com 26 anos de idade), Maureen Lizabeth dos Reis (psicóloga), Márcia Lisete dos Reis (pedagoga e acadêmica de Direito) e Máximo Francisco Junior.

 

 

 

 

 

Publicado por: Murilo Dieguez

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Fonte de Pesquisa:

Entrevista Exclusiva de Maçã para O Historiador Luiz Fernando Evaristo;

acervo do Historiador Luiz Fernando Evaristo ;

acervo do Jogador Maçã

acervo www.historiadordofutebol.com.br

 

 

Abaixo O Historiador Luiz Fernando Evaristo e Maçã em setembro de 2012

 

 

"Maçã, você faz parte da história do futebol, e eu seu amigo Marcelo Dieguez, O Historiador não vou deixar sua história ser esquecida".