Estrela inativaEstrela inativaEstrela inativaEstrela inativaEstrela inativa
 

marinhochagas100

MARINHO CHAGAS, ex-lateral do Riachuelo-RN, ABC-RN, Náutico-PE, Botafogo-RJ, Fluminense-RJ, Cosmos-EUA, São Paulo F.C., Bangu-RJ, Fortaleza-CE, América-RN, La Heat-EUA, Augsburg-Alemanha e Seleção Brasileira.

 

Francisco das Chagas Marinho, o Marinho Chagas nasceu no dia 8 de fevereiro de 1952 no Bairro Alecrim, em Natal, Rio Grande do Norte.

Foto enviada pelo amigo e Historiador Luiz Fernando Evaristo, onde recebeu o autógrafo de Marinho Chagas.


Chiquinho, Marinho, Lourão, Bruxa e Serra Pelada (por andar sempre com muitas correntes de ouro) foram alguns dos seus apelidos.


Lateral esquerdo, dono de um chute poderosíssimo, é considerado um dos maiores jogadores em sua posição em todo o mundo.

Estava a frente de seu tempo, avançava pela lateral do campo como hoje em dia fazem os chamados alas.


Durante os anos 70 e início dos anos 80, Nelinho pela lateral direita, e Marinho pela lateral esquerda, eram considerados os maiores chutadores do mundo.


Iniciou sua carreira no Riachuelo, do Rio Grande do Norte, em 1967 e permaneceu até 1968, quando foi vendido ao ABC, de Natal.


Em 1970 o Náutico comprou seu passe, e foi aonde veio a fama a nível nacional: em 1972, num jogo contra o Santos, deu um chapéu em ninguém menos que Pelé!

 

Depois deste lance o Rei passou o jogo todo lhe dizendo: "Me respeita, moleque, me respeita!".

Marinho, irreverente, ainda deu outros dribles em Pelé.

 

No final do jogo o presidente da Federação Pernambucana de Futebol, botafoguense fanático, entusiasmado com aquela soberba atuação, o mandou para o Botafogo.


Quando esteve para ser negociado para o Kaiserslautern, da Alemanha, os jornais daquele país estamparam a notícia: "Mães, escondam suas filhas em casa, o grande louro vem aí."

 

 

 


No clube da Estrela Solitária jogou até 1976, quando foi envolvido numa troca e foi vestir a camisa do Fluminense, aonde jogou até 1978.


Para a copa de 1978 o técnico Cláudio Coutinho não convocou nem Marinho e nem Falcão por razões até hoje mal esclarecidas, visto que se tratavam de 2 astros de primeira grandeza do futebol brasileiro naquela época.

Com estes 2 craques no escrete canarinho, o destino da copa seria outra.


O futebol nos Estados Unidos era considerado o El Dorado para os jogadores dos anos 70, então Marinho foi se aventurar no Cosmos, disputando os campeonatos estadunidenses sempre como grande destaque, principalmente entre o público feminino.


Voltou para o Brasil em 1981, desta vez no São Paulo, que montara uma verdadeira seleção, sendo campeão paulista daquele ano.

Marinho voltou ao país para provar ao técnico Telê Santana que tinha condições de ser o titular da seleção na copa de 1982, mas Telê sequer o chamara durante as suas convocações.


Em 1983 saiu do São Paulo e foi jogar no Bangu.


Em 1984, aceitou o convite para jogar pelo Fortaleza.


Em 1985 voltou à sua terra natal, desta vez jogando com a camisa 10 do América, de Natal.


Em 1986 voltou aos Estados Unidos, jogou 1 temporada pelo LA Heat, e encerrou a carreira em 1988 jogando pelo Augsburg, da Alemanha.


Por ser muito badalado, era constantemente capa de revistas em todo o mundo nos anos 70.


Participou do filme "O Homem de Seis Milhões de Cruzeiros Contra as Panteras", em 1978.

A sinopse do filme:


"Após um acidente, Coelho é socorrido por um cientista louco que o transforma num homem biônico defensor da lei.

Lobo, Pardal, Leoa, Gata e Tigresa, temíveis assaltantes, querem se apossar do computador que comanda Coelho a fim de se livrarem de sua interferência e, para tal, seqüestrarem o jogador de futebol Marinho, nas vésperas de um jogo da seleção brasileira contra a Tchecoslováquia, visando trocá-lo pelo computador.

Apesar do jogo estar em andamento, Coelho recorre a seus super-poderes e, ajudado por quatro meninos - Tsiu, Tico, Coleiro e Canarinho - consegue libertar o jogador e prende os bandidos.

Os heróis chegam ao Maracanã no intervalo e Marinho participa do segundo tempo, marcando o gol da vitória brasileira.

Nas arquibancadas, Coelho e seus amiguinhos aplaudem a vitória da seleção". (Guia de Filmes, 73/75)


Gravou duas músicas chamadas "Eu Sou Assim" e "Vingança", este compacto vendeu 100 mil cópias.

O dinheiro das vendas, Marinho doou para o governo investir em crianças carentes.


Marinho hoje vive dos rendimentos do INSS, ganha R$ 1.700,00 por mês.

Tem também duas escolinhas para crianças carentes, em Natal e Nova Iguaçu.


Tem 13 filhos, 3 de seus casamentos e 10 "por fora". Marinho fala sobre seus relacionamentos:


”Se juntasse todas as mulheres com quem transei daria para encher a Dutra, a estrada entre o Rio de Janeiro e São Paulo. Tive de tudo: cantora, atriz famosa da Globo, atriz de Hollywood. Mas nome eu não falo. Sou um cavalheiro.”


Depois de encerrar a carreira, Marinho teve depressão, diabetes, crise respiratória e hepatite C.


Em junho de 2009 foi feita uma campanha chamada "Um Gol Pela Vida", com o intuito de angariar fundos para ajudá-lo em sua recuperação e tratamento.

 


Títulos:


- campeão potiguar em 1970, pelo ABC;
- melhor lateral esquerdo do mundo em 1974;
- 2º maior futebolista sul-americano de 1974;
- campeão do Torneio Bicentenário da Independência dos Estados Unidos, em 1976, pela seleção brasileira;
- campeão paulista em 1981, pelo São Paulo;
- Bola de Prata, da revista Placar, nos anos de 1972, 1973 e 1981;
- eleito pela FIFA como o segundo melhor lateral esquerdo do século, ficando atrás apenas de Nilton Santos.

 

Abaixo premiação Bola de Prata da Revista Placar de 1972

 

 

 

 

 

Aqui ele recebe homenagem do ABC de Natal

 

 

 

 

Marinho Chagas faleceu em 1 de junho de 2014.

 

 

 

 

Publicado por: Murilo Dieguez

 banner5

Fonte de Pesquisa:

Historiador Luiz Fernando Evaristo

acervo www.historiadordofutebol.com.br

 

 

 

 

 

"Marinho Chagas, você faz parte da história do futebol, e eu Marcelo Dieguez, O Historiador não vou deixar sua história ser esquecida".