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NIVALDO, ex-atacante do Londrina E.C.-PR, São Bento de Sorocaba-SP, Vitória de Guimarães-Portugal, Varzin E.C.-Portugal, União de Leiria-Portugal, Avaí-SC, Figueirense-SC.

 

 

Nivaldo Bezerra Ramos Filho, o Nivaldo nasceu no dia 21/03/1960 na cidade de Londrina no Paraná.

Começou a carreira no Londrina, ainda não existia a Escolinha do Londrina em 1976, os garotos eram chamados para jogar em outras cidades e aproveitavam a oportunidade, mas logo foi formada a Escolinha do Londrina e lá estava Nivaldo na primeira Escolinha do Londrina onde ficou no juvenil até 1977.

Em 1978 ele se profissionalizou, e fez sua estréia no Pacamebu em São Paulo no jogo contra o Santos pelo Campeonato Brasileiro, e o Londrina venceu por 2 x 1 e o gol da vitória foi dele, aproveitando um rebote do goleiro na confusão na área e ele entrou comtudo chutando a bola para marcar seu primeiro gol profissional na carreira.

O Londrina ficou em quarto lugar no Campeonato Brasileiro da Série A de 1977, que atravessaria o ano de 1978, e até hoje um feito histórico para um time do interior do Paraná, e Nivaldo fez parte daquela campanha em seu primeiro ano no profissional.

Nivaldo fez parte do Londrina que além deste feito histórico de Quarto Lugar do Brasileirão de 1977, seria também Campeão da Taça de Prata de 1980, equivalente ao Campeonato Brasileiro da Série B, e além de ser Campeão do Quadrangular José Cadilhe de Oliveira, vencendo o Cascavel e fazendo o gol da vitória juntamente com Carlos Alberto Garcia, e do Título de Campeão Paranaense de 1981 na final contra o Grêmio de Maringá.

1980 - Campeonato Brasileiro - Taça de Prata

Em pé: Ramirez, Zé Roberto, Zequinha, Jorge, Zé Antônio, Gilberto.
Agachado: Nivaldo, Claudinho, Tata, Éverton, André.


O Londrina disputou onze jogos na primeira fase, passando pelos adversários Atlético-PR, Criciúma, Brasil de Pelotas, Juventude, Juventus, Chapecoense, Grêmio Maringá, Sampaio Correia, Anapolina e Bonsucesso.

Na semi-final veio o Botafogo-SP. O Londrina ganhou os dois jogos: 2 x 1 em Ribeirão e 1 x 0 no Café.

A grande decisão foi contra o CSA, Centro Esportivo Alagoano.

Houve empate no primeiro jogo, em Maceió, no dia 11 de maio.

Paulinho marcou para o Londrina e Dentinho para o CSA.

O jogo final foi no Café, dia 15 de maio.

O Londrina foi brilhante e goleou por 4 a 0.

A torcida não se conteve e invadiu o campo três minutos antes do final. José Roberto Wright, o árbitro, entendeu a euforia e a festa foi total.

Paulinho marcou dois, Lívio e Zé Roberto fizeram os outros dois gols. O público pagante foi de 36.489 pessoas. A renda recorde, de Cr$ 2.400.280,00.

Além do técnico Jair Bala, integravam a comissão técnica o preparador físico Dartagnan Pinto Guedes, o preparador de goleiros Zeferino Paquini, o médico Jair Furlan, o massagista José Carlos Venturini, o enfermeiro Adair e o ropeiro Bernardo.

O Londrina teve a seguinte formação: Jorge, Toquinho, Gilberto, Fernando e Zé Antonio; Wanderley (André), Éverton e Lívio; Zé Dias (Zé Roberto), Paulinho e Nivaldo.

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Londrina 4 x 0 CSA

Data: 18/05/1980

Local: Estádio do Café - Londrina

Árbitro: José Roberto Wright

Gols: Zé Antônio, Lívio e Paulinho (2)

Londrina: Jorge, Toninho, Gilberto, Fernando, Zé Antônio, Wanderlei (André), Zé Dias (Zé Roberto), Éverton, Paulinho, Lívio e Nivaldo.

CSA: Zé Luiz, Joca, Paulinho, Dick, Luizinho (Zé Roberto), Ronaldo Alves, Jorginho, Alberto Leguelé, Peu, Alberto Carioca e Gilmar.

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Abaixo as revelações do Londrina de 1981

 

1981 - Quadrangular José Cadilhe de Oliveira

Cascavel 1 x 2 Londrina

Data: 17/03/1981
Local: Estádio Theodoro Colombelli
Árbitro: Arceu Conerado
Gol: Carlos Alberto Garcia e Nivaldo

Londrina: Jorge, Toninho (Luiz Gustavo), Zequinha, Fernando, Zé Antônio, Zé Roberto, Zé Dias, Garcia, Paulinho (Marcelo), Cacau e Nivaldo.
Cascavel: Zico, Doquinha, Rubens Paula, Manoel, Valdeci (Renê), Moacir, Carlos Alberto (Marcos), Mauro Pires (Oscar), Valdecir (P. César), Daniel (Maurinho) e Sergio Ramos.

Aqui Nivaldo e Zequinha

Foto= arquivo de Nivaldo

A Volta de um Maravilhoso Campeão, Londrina Estadual de 1981.

Em pé: Toninho, Zequinha, Neneca, Fernando, Zé Antônio, Luiz Gustavo.
Agachado: Venturini (Mass), Zé Dias, Nivaldo, Paulinho, Zé Roberto, Carlos Henrique

 

Grêmio Maringá, campeão do primeiro turno.

Londrina, campeão do segundo.

O Clássico do Café decidiria o título estadual em duas sensacionais partidas.

O primeiro jogo foi em Maringá e o Londrina surpreendeu, chegando fácil a 3 a 0, jogando como verdadeiro campeão.

Aqui Nivaldo no Clássico contra o Grêmio de Maringá

O Grêmio reagiu mas não conseguiu evitar a derrota: Londrina 3 a 2.

O jogo final, em Londrina, levou 43.412 torcedores.

O azul e branco predominava nas camisas e nas bandeiras.

A festa estava preparada.

Aos 14 minutos do primeiro tempo, a primeira explosão de alegria da torcida.

Zé Dias penetrou pelo meio e tocou para Paulinho fazer 1 a 0.

Oito minutos depois, numa escapada de Silvinho, o atacante de Maringá deixou tudo igual: 1 a 1.

No segundo tempo, aos 21 minutos, o técnico Urubatão tira Nivaldo e coloca Carlos Alberto Garcia.

E ele, predestinado a marcar gols decisivos com a camisa alviceleste, marcou o gol do título.

Aos 31 minutos, Carlos Henrique sofre falta pela esquerda. O próprio ponta bate levantando para área e Carlos Alberto Garcia desfere a cabeçada fatal.

Por reclamações, o Grêmio teve dois jogadores expulsos, Osiris e Detti, e tudo foi facilitado.

O Londrina não era campeão Paranaense desde 1962.

Domingo, ao bater pela segunda vez consecutiva o Maringá (agora por 2 a 1), reconquistou o título e enloqueceu sua torcida, que iniciou no Estádio do Café um dos maiores carnavais que a cidade já viu.

Londrina 2 x 1 Grêmio Maringá

Data: 29/11/1981

Local: Estádio do Café

Árbitro: Newton Martins

Gols: Paulinho e Carlos Alberto Garcia

Público: 43.412 pagantes

Em pé: Toninho, Zequinha, Neneca, Fernando, Zé Antônio, Luiz Gustavo.
Agachado: Venturini (Mass), Zé Dias, Nivaldo, Paulinho, Zé Roberto, Carlos Henrique

Time base do Londrina: Neneca, Toninho, Zequinha, Fernando, Zé Antônio, Luiz Gustavo, Zé Dias, Nivaldo (Carlos Alberto Garcia), Paulinho, Zé Roberto e Carlos Henrique.

Grêmio Maringá: Rubens, Detti, Eloi, Osiris, Ricardo, Élcio, Paulo Cesar (Lola), Admir, Jaci, Silvinho e Nei.

 

Ainda em 1979 Nivaldo foi emprestado para o Corínthians de Presidente Prudente para jogar o Campeonato Paulista.

Ele ficou no Londrina até o ano de 1983, pois logo foi para o São Bento de Sorocaba.

Aqui Nivaldo no São Bento de Sorocaba.

No São Bento foi onde também jogou muito e marcou muitos gols, sendo que um deles foi o mais importante o da vitória contra o Santos, pois o São Bento corria risco de ser rebaixado do Paulistão daquele ano.

E em 1986 estava para ser contratado pelo Santos, mas também o Vitória de Guimarães de Portugal também o queria, e como na negociação com o Vitória seria melhor financeiramente para Nivaldo, ele então partiu para Portugal e pedido de Paulo Autuori.

 

 

Abaixo o Vitória de Guimarães da temporada de 1986/87

Mas em seu primeiro treino se contundiu e ficou um tempo parado, mas como chegou com moral, ele ficou 2 temporadas no time que Paulo Autuori o indicou.

Aqui Nivaldo em Paris na Torre Eifel

 

 

 

 

Depois ainda em Portugal ele foi jogar no Varzin Esporte Clube, em Pólvoa de Varzin a Terra de Eça de Queiróz.

 

Abaixo a equipe do Varzin Esporte Clube.

Também jogaria no União de Leiria, onde tem o Rio Liz.

Ficou 7 anos em Portugal e depois voltaria ao São Bento de Sorocaba no Brasil.

Mas logo depois foi contratado em 1992 pelo Avaí de Santa Catarina, onde também mostrou muito de seu futebol, e ficaram com o Vice-Campeonato Catarinense.

Nivaldo marcou 12 gols no Campeonato Catarinense de 1992 pelo Avaí, onde ficaram com o Vice-Campeonato.

Na primeira partida das finais ele marcou o gol da vitória, e na segunda partida jogavam pelo empate mas o Brusque foi mais feliz.

Abaixo o Avaí de 1992 Vice-Campeão Catarinense.

 

Em 1993 por descuido do Avaí, o Figueirense foi logo negociando com Nivaldo que não podia ficar esperando o Avaí que não dava logo a resposta e foi jogar no Figueirense, onde conseguiu novamente outro Vice-Campeonato Catarinense.

 

 

 

 

Nivaldo conta que acredita ter feito 170 gols na carreira.

O gol mais importante foi o da estréia pelo Londrina em 1978 contra o Santos, e também pelo São Bento contra o mesmo Santos tirando o São Bento de risco de rebaixamento.

Gols bonitos, conta que fez um pelo Vitória de Guimarães contra o Salgueiro, e um de meia bicicleta pelo União de Leiria.

 

 

Títulos

 

Londrina

Quarto Lugar do Brasileirão de 1977;

Taça de Prata do Brasileiro de 1980;

Quadrangular José Cadilhe de Oliveira;

Campeão Paranaense de 1981

 

São Bento de Sorocaba

Campeão do Interior - Copa Rayovac

 

Avaí

Vice-Campeão Catarinense 1992

 

Figueirense

Vice-Campeão Catarinense 1993

 

 

 

 

 

Nivaldo concedeu entrevista exclusiva para Marcelo Dieguez em Londrina em agosto de 2011

 

 

 

Nivaldo concedeu entrevista exclusiva para Marcelo Dieguez em Londrina em agosto de 2011, onde contou toda sua história nos mostrou suas fotos e também nos presenteou com uma camisa do Londrina da década de 90, pois de sua época não tinha mais nenhuma, e com grande gentileza também nos presenteou com um livro da História do Londrina, este livro ele havia ganhado do autor, o Professor Jefferson de Lima Sobrinho.

Obrigado Nivaldo !!!!

Nivaldo e Marcelo Dieguez

 

 

 

 

 

Publicado por: Murilo Dieguez

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Fonte de Pesquisa:

acervo www.historiadordofutebol.com.br;

Entrevista exclusiva de Nivaldo para Marcelo Dieguez;

Historiador Luiz Fernando Evaristo;

www.lecmania.com.br

 

 

 

Nivaldo e Marcelo Dieguez

 

 

 

"Nivaldo, você faz parte da história do futebol, e eu seu amigo Marcelo Dieguez, O Historiador não vou deixar sua história ser esquecida".