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LAU, ex-centroavante do Tiradentes-Alagoas e CSA-Alagoas.

 

 

Lauthenay Perdigão do Carmo, o Lau nasceu no dia 27 de agosto de 1934 na cidade de Maceió no Estado de Alagoas.

 

Começou sua carreira de centroavante jogando nas peladas no Colégio Guido em Maceió em 1946.

Estréia mesmo foi quando foi para o CSA em 1952.

 

Foi 3 vezes Campeão pelo CSA nos Aspirantes, no Time titular jogou um ano mas não foi Campeão.

 

Depois jogou no Tiradentes time de estudantes que fazia muito sucesso na época.

 

Jogando em 1955 – na preliminar do jogo Combinado CSA-Ferroviário x Vasco da Gama do Rio de Janeiro. Jogava pelo Tiradentes, clube formado por estudantes e marcou época em Maceió durante alguns anos.

A partida foi contra o juvenil do Esporte Clube do Recife no campo do mutange.

O Esporte o goleiro chamado Manga que mais tarde brilhou no futebol internacional e tinha sido campeão juvenil pernambucano sem tomar nenhum gol.

O lance: o jogo estava 2x1 para o Esporte e no final do jogo com o estádio completamente lotado, Geninho, no meio campo, lançou uma bola em profundidade. Aparentemente a bola estava mais para o Manga.

Na corrida passei pelo zagueiro e na entrada da área consegui chegar primeiro que Manga que tinha saído da sua meta. O problema era meu pé chegar na bola primeiro que as mãos do goleiro do Esporte.

Com um leve toque a bola encobriu Manga e ele pegou no meu pé.

A bola antes de entrar ainda deu uns dois toques no gramado.

O legal foi sentir a vibração da torcida e no dia seguinte ler nos jornais – o Vasco venceu o jogo principal por 7x1 – que o meu gol tinha sido o mais bonito da tarde.

 

Depois Lauthenay deixou o futebol para participar da imprensa esportiva a partir de 1958 na Rádio Progresso de Alagoas.

E desde 1993 montou o Museu dos Esportes na cidade de Maceió no Estádio Rei Pelé.

 

Vejam abaixo a Entrevista Exclusiva de Lau para Marcelo Dieguez em 2013:

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1-Nome completo=

Lauthenay Perdigão do Carmo

2-Data e local de nascimento=

Maceió (Al) – 27.08.1934

3-Posição=

Centro avante

4-Onde e quando começou sua carreira=

Nas peladas no Colégio Guido em Maceió em 1946

5-E como foi sua estréia=

Estréia mesmo foi quando foi para o CSA em 1952. Faz tanto tempo que não lembro. A lembrança é apenas de vestir a camisa do clube que nós gostamos. A camisa azul no CSA.

6-Adversários que gostava de jogar=

É claro que o Clube de Regatas Brasil (CRB) o tradicional adversário do Centro Sportivo Alagoano (CSA).

7-Títulos=

Em três anos de atividades no CSA – três vezes campeão. Três títulos de campeão pelo aspirante do CSA. No time titular não fui campeão. Joguei um ano.

8-Medalhas e troféus= Somente quando deixei o futebol para participar da imprensa esportiva a partir de 1958 na Rádio Progresso de Alagoas é que comecei a ser homenageado com o nome em Vila Olímpica, no Hall da Fama, na Cabine de Rádio, no auditória do Rei Pelé etc.

9-Jogos inesquecíveis=

Jogando em 1955 – na preliminar do jogo Combinado CSA-Ferroviário x Vasco da Gama do Rio de Janeiro. Jogava pelo Tiradentes, clube formado por estudantes e marcou época em Maceió durante alguns anos. A partida foi contra o juvenil do Esporte Clube do Recife no campo do mutange. O Esporte o goleiro chamado Manga que mais tarde brilhou no futebol internacional e tinha sido campeão juvenil pernambucano sem tomar nenhum gol. O lance: o jogo estava 2x1 para o Esporte e no final do jogo com o estádio completamente lotado, Geninho, no meio campo, lançou uma bola em profundidade. Aparentemente a bola estava mais para o Manga. Na corrida passei pelo zagueiro e na entrada da área consegui chegar primeiro que Manga que tinha saído da sua meta. O problema era meu pé chegar na bola primeiro que as mãos do goleiro do Esporte. Com um leve toque a bola encobriu Manga e ele pegou no meu pé. A bola antes de entrar ainda deu uns dois toques no gramado. O legal foi sentir a vibração da torcida e no dia seguinte ler nos jornais – o Vasco venceu o jogo principal por 7x1 – que o meu gol tinha sido o mais bonito da tarde.

10-Jogo que poderia ser esquecido=

Jogando pelo CSA contra o Alexandria em 1952. Perdemos por 3x1.

11-Ídolos=

No esporte: Dida. Fui seu amigo dos tempos de estudante e das reuniões na Praça Deodoro. Acompanhei de perto o seu inicio no CSA. Eu nos aspirantes e ele no primeiro time. Algumas vezes jogamos juntos. Quando ele foi para o Flamengo acompanhei sua carreira e tenha um grande arquivo sobre sua história com fotos, faixas de campeão de campeão do mundo em 1958, faixas do tri campeonato no Flamengo. E muitas reportagens, algumas escritas por mim, além de imagens. O nosso Museu dos Esportes tem do seu nome: Edvaldo Alves Santa Rosa.

12-Você fez muitos amigos no futebol=

No esporte e na vida só tenho amigos. É fácil conseguir uma amizade. O difícil é saber mantê-la. Graças a Deus sei conhecer os verdadeiros amigos e conviver mesmo com seus poucos defeitos e suas muitas virtudes.

13-Tem contato com estes amigos=

Muitos eles, principalmente aqueles que vivem em Maceió.

14-Técnicos que trabalharam contigo=

Ivon Cordeiro (Tiradentes) e Alfredo Ramiro Bastos (CSA). Péssima lembrança de um pernambucano, Edézio Leitão), que abreviou minha carreira no CSA. Estava começando no time principal e Edezio disse que eu tinha que jogar de ponta direita. Argumentei que o ponta tinha pouco espaço e preferia continuar de centro avante mesmo que tivesse que voltar para os aspirantes. Ele, grosseiramente, disse que quem mandava no time era ele e eu ia jogar onde ele queria. Deixei o CSA. Quando ele saiu me chamaram de volta mas já não tinha o mesmo entusiasmo. Tinha feito concurso para o Bando do Nordeste e aguardava ser chamado. Preferi não continuar. Ficar nas arquibancadas. Também já tinha vontade de ser jornalista e estava escrevendo alguma coisa para o Diário de Alagoas.

15-Q uando jogava pelo aspirante do CSA estiveram aqui alguns empresários para observar os nossos jogadores. O interessante é que dois deles, um do América do Recife e outro do Botafogo de João Pessoa, estiveram em Maceió para assistir os jogos do primeiro time. Assistiram também parte das partidas preliminares e tentaram me levar para seus clubes. Meu pai não deixou. Eu estudava e lá já era profissional.

16-Gols=

Teve muitos. Era o artilheiro do Tiradentes e do CSA. Mas aquele contra o Esporte Recife ficou marcado.

17-Gol mais importante= respondido.

18-Gol mais bonito=idem.

19-Sequência de times que jogou= Tiradentes (time de estudantes que fez muito sucesso durante alguns anos) e CSA.

20-Frase= No tempo presente é o momento de rever o passado e construir o futuro.

”LAU, ou LAUTHENAY você faz parte da história do futebol, e eu seu amigo Marcelo Dieguez, O Historiador não vou deixar sua história ser esquecida”.

 

 

Abaixo Lauthenay Perdigão e Marcelo Dieguez ao lado dos bustos de Dida e de Zagalo, Dida aparece a esquerda ao lado de Marcelo, e Zagalo ao lado de Lauthenay.

 

 

Abaixo Lauthenay Perdigão e Marcelo Dieguez com a camisa de Dida da final do Campeonato Carioca de 1955, onde o grande Ídolo do Flamengo marcou 4 gols no América.

 

 

Abaixo Lauthenay Perdigão e Marcelo Dieguez com a camisa de Dida da final do Campeonato Carioca de 1955, onde o grande Ídolo do Flamengo marcou 4 gols no América.

 

 

 

 

 

 

Publicado por: Murilo Dieguez

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Fonte de Pesquisa:

acervo www.historiadordofutebol.com.br;

 

 

 

 

 

"Lauthenay ou Lau, você faz parte da história do futebol, e eu seu amigo Marcelo Dieguez, O Historiador não vou deixar sua história ser esquecida".

Um abraço de seu amigo Marcelo de Paula Dieguez.