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LICO, ex-ponta-esquerda do Flamengo-RJ, América de Joinville-SC, Grêmio-RS, Figueirense-SC, Avaí-SC e Joinville-SC.

 

Antônio Nunes, o Lico nasceu no dia 09 de agosto de 1951 na cidade de Imbituba no Estado de Santa Catarina.

Lico começou sua carreira ainda no amador jogando no Imbituba sua cidade natal, como vemos na foto abaixo com 17 anos.

 

Lico começou sua carreira profissional no América de Joinville, em 1970, onde jogou até o ano de 1972.

 

Este é o América, de Joinville, nos anos 1972/1973.

Bons tempos do futebol da Manchester.

Em pé, da esquerda para a direita: Bebeco, Djalma, Nelinho, Paulo Cesar (proprietário das lojas Milium), Ladinho e Geraldo. Agachados: Jairzinho, Veneza (pai do Fábio Fidélis), Chico Samara, Romualdo e Lico, iniciando sua carreira profissional.

Jogava como ponta-esquerda.

Dois anos mais tarde, em 1973 foi jogar pelo Grêmio de Porto Alegre.

Em seguida, retornou ao futebol catarinense, atuando por Figueirense de 1974 até 1975.

Abaixo o Time do Figueirense de 1975, onde vemos Lico na segunda fila, sendo o quinto da esquerda para a direita.

 

Em 1976 foi jogar no Avaí, onde atuou até o ano de 1978.

 

 

 

Abaixo Lico no Avaí em 1977

 

Depois foi jogar no Joinville ainda em 1978, ficando até o ano de 1980.

 

 

Abaixo Lico no Joinville em 1980

 

Abaixo Lico no Joinville em 1980

 

 

 

 

Em 1980, Lico se mudou para o Rio de Janeiro, onde foi jogar pelo Flamengo.

 

Teve a enorme felicidade de atuar ao lado de grandes craques como Zico, Leandro, Andrade, Júnior e Adílio, fazendo parte da maravilhosa equipe rubro-negra campeã da Libertadores da América e do Mundial Interclubes em 1981.

 

 

Infelizmente, no auge de sua carreira, teve de se aposentar dos gramados em 1984, após sofrer duas cirugias no joelho.

Antes de se transferir para o Rubro-Negro, Lico passou pelo Grêmio e o futebol catarinense, onde conquistou três títulos estaduais.

No Flamengo, as conquistas foram os Campeonatos Brasileiros de 1982 e 1983 e a Libertadores e o Mundial em 1981 - além do Carioca, no mesmo ano.

Aqui o segundo jogo dos 3 jogos das Finais da Libertadores de 1981.

 

 

 

 

- Foi um sonho. Foram tantas conquistas, e me deram a oportunidade de ir pra lá, apesar de eu já ter uma certa experiência. O nosso grupo era uma grande família, formada por craques. Desde o Raul até o Zico. Sem desmerecer o Santos de Pelé, mas aquele foi o maior time que eu já vi na história do futebol, marcou a trajetória mundial do esporte. Todos respeitavam a torcida e a camisa: não tinha corpo mole e nem briga. Contato a gente não tem muito, principalmente por causa da distância. Mas tenho um carinho e respeito enorme e eterno por todos. Sempre que eu posso, os vejo.

 

Aqui os títulos conquistados em 1981 pelo Flamengo: A Taça Libertadores, a Copa Toyota e o Campeonato Mundial Interclubes.

 

 

 

Outro momento histórico na Gávea em 81 foi no dia 8 de novembro, quando o Flamengo devolveu o placar marcante de 6 a 0 pra cima do Botafogo. Lico marcou o terceiro gol da vitória.

- Este foi um jogo especial. Era um placar que estava entalado na garganta dos torcedores. Mas eu só fiquei sabendo da história no intervalo da partida, e que a torcida estava pedindo. Tinha que ser aquele dia, pois o Botafogo estava morto.


O gol da vingança

O torcedor botafoguense alfinetou durante nove anos o flamenguista por causa da goleada do alvinegro por 6 a 0 sobre o rubro-negro, em 1972.

Mas no dia 8 de novembro de 1981 foi o jogo da vingança.

O Flamengo devolveu o resultado: 6 a 0.

Foto= Jornal dos Sports arquivo de Marcelo Dieguez

 

O último gol flamenguista (e o mais comemorado da partida) foi marcado pelo volante Andrade, em chute de fora da área.

A torcida podia festejar o troco em cima do Botafogo.

Foto= arquivo de Marcelo Dieguez

Aqui Andrade e Nunes no jogo da vingança, e o placar já marcava 6 x 0.

Foto= arquivo de Marcelo Dieguez

O Flamengo jogou aquela partida com: Leandro, Raul, Mozer, Figueiredo, Andrade e Júnior;

Agachados: Tita, Adílio (depois entrou Chiquinho), Nunes, Zico (depois entrou Baroninho), e Lico.

Foto= arquivo de Marcelo Dieguez

Aqui o Segundo Título de Campeão Brasileiro do Flamengo.

 

 

Aqui em jogo contra o Vasco

 

 

 

 

 

 

Em 1984, veio o pior e último momento da carreira do ponta. Devido a uma série de cirurgias no joelho, o jogador se viu obrigado a encerrar a carreira para não ter problemas mais graves no futuro.

- Parar por causa de lesão foi um baque violento, pois eu estava em um momento espetacular. Depois de fazer duas cirurgias e na terceira o médico falar que eu tinha que parar... Demorei a aceitar, só o tempo cicatriza essa ferida. E eu sei que poderia ter ido mais além, foi uma dor muito grande. Mas prefiro não lembrar muito desse fim. Hoje eu sou um homem feliz, e tenho uma família maravilhosa.

Abaixo Lico em 1987

 

 

 

Nome Completo: Antônio Nunes
Dia do Nascimento: 9 de Agosto de 1951
Local: Imbituba (SC)
Posição: Ponta-esquerda
Número de Partidas pelo Fla: 129
Número de Gols: 16

Títulos


Flamengo

Campeonato Brasileiro: 1982, e 1983
Taça Guanabara: 1981, 1982, e 1984
Campeonato Carioca: 1981
Taça Libertadores da América: 1981
Mundial Interclubes: 1981

Estatísticas

Anos Time
1970-1972 América de Joinville
1973 Grêmio
1974-1975 Figueirense
1976-1978 Avaí
1978-1980 Joinville
1980-1984 Flamengo
1990 Flamengo

Segue abaixo os números de Lico pelo Flamengo, ele jogou entre 1980 e 1984, tendo disputado 126 partidas (75 vitórias, 28 empates e 23 derrotas) e marcou 20 gols.

Os números de Lico foram colhidos do “Almanaque do Flamengo”, de Roberto Assaf e Clóvis Martins.

Aqui Lico em 1996

 

A trajetória de Lico foi contada em DVD. “A Travessia de um Sabiá” é um documentário produzido e dirigido pelos jornalistas Cleber Latrônico e Fábio Lima. A obra, de 32 minutos de duração, narra a trajetória do ex-craque Lico por meio de imagens, gols, depoimentos de amigos, familiares, colegas do futebol, como Zico, Andrade, Balduíno, Fontan; os treinadores Paulo C. Carpegiani e Lauro Búrigo; cronistas esportivos como Roberto Alves, Fernando Linhares e Maceió; além do ex-repórter de campo e hoje apresentador de TV Hélio Costa.

Abaixo encontro em 2009 em Brusque-SC


Antônio Nunes, o Lico, lembrou que já havia sido apontado duas vezes como o melhor jogador de Santa Catarina, onde nasceu e iniciou a carreira, antes de chegar ao Rio de Janeiro, em 1980.

"Cheguei tão alegre, porque já estava com 28 anos e tinha o sonho de jogar em uma grande equipe, queria abraçar a oportunidade a qualquer custo. E o talento dos jogadores era fantástico. Era complicado, difícil, mas eu já tinha sido escolhido duas vezes o melhor do meu estado. Claro que no Rio a repercussão era outra, mas se você tem confiança no seu potencial, em algum momento vai aparecer a chance, aí depende de você. Fui conquistando o carinho, a confiança, para depois de seis meses encaixar", disse.


O ex-jogador, que atualmente tem uma escolinha de futebol em Imbituba, espera que as comemorações pelos 30 anos da conquista do Mundial inspirem os atuais atletas do Flamengo. Lico espera uma grande Libertadores em 2012.


"Não dava para ter noção do que esse título representaria. Hoje, depois de 30 anos, estamos comemorando, isso é maravilhoso. Quem sabe essa lembrança gostava não serve também para mexer com esse grupo atual? Que eles saibam o que representa vestir essa camisa e ser lembrado por essa torcida maravilhosa. Não tem presente melhor para um jogador de futebol", completou.

Depois da aposentadoria nos gramados, Lico alternou projetos no futebol, ora como treinador, ora como diretor ou supervisor técnico, sempre em clubes do Sul, como o Londrina e o Avaí.

Como treinador, estreou em 1989, no Avaí. Após a conquista do título estadual de 1988 o Avaí perdeu o foco. Adilson Heleno, o camisa 10 do Avaí e sensação do ano anterior transfere-se para o Grêmio. Adilson Gomes para o Criciúma.

Dos jogadores que foram campeões em 1988, só se reapresentam em 1989 Fossati, Maurício, Flávio Roberto, J. Rodrigues, Sérgio Márcio e alguns reservas como Almir, Biguaçu, Falcão, Prê, Carlos Alberto, Ferrari, Julinho...

Até o técnico Sérgio Lopes foi embora, assumindo Homero Cavaleiro que só resistiu dois jogos, uma derrota e um empate, ambos na Ressacada.

Depois destes dois jogos o Avaí teria um clássico contra o Figueirense, no Scarpelli. Nesta fogueiro, Lico assumiu o time como treinador. O clássico terminou num empate em 0 a 0 e Lico agüentou 11 jogos, conseguindo 05 vitórias, 03 empates e 03 derrotas. Acabou substituído por Djalma Cavalcanti que comandou o Avaí por 14 jogos até ser substituído novamente por Lico!

Lico reestreiou no mesmo ano, novamente para enfrentar um clássico contra o Figueirense e novamente conseguiu um empate. Nesta segunda fase (no mesmo ano!) Lico comandou mais 13 jogos 04 vitórias, 04 empates e 05 derrotas.

Foi um período difícil, de conflitos com o grupo de jogadores. Lico deixou o time ao ser desclassificado na Copa do Brasil, pelo Vitória, da Bahia (relembre AQUI). Assumiu em seu lugar, o técnico Hélio dos Anjos, que se manteve no Avaí até março de 1990.

Antes de trabalhar como gerente de futebol do Joinville, ele foi técnico dos juniores e do profissional do Avaí e supervisor de futebol do Londrina (PR). "Eu saí um pouco da mídia voltando para Santa Catarina", analisa. Recentemente, Lico trabalhou como secretário municipal de esportes de sua cidade natal, Imbituba.

Morando em sua cidade natal, Imbituba, em Santa Catarina, Lico vibrou com o hexacampeonato do clube carioca e, principalmente, com o sucesso do ex-companheiro e amigo Andrade.

Lico mora com a esposa Simone, com quem é casado há 31 anos e tem três filhas: Mônica, Mariana e Marina.

O ex-jogador tem uma associação de amigos na cidade, onde é professor voluntário de futebol para garotos de 9 a 14 anos, na Associação Paes Leme de Futebol.

Duas vezes por semana, vai a Florianópolis coordenar e orientar meninos em um campo de grama sintética, no Lico Esporte Center.

Com a experiência que tem, desde que passou a atuar em divisões de base em Santa Catarina, o ex-ponta espera um dia poder voltar a trabalhar no Flamengo.

- Eu tenho o sonho de trabalhar nas categorias de base do clube. Contribuir com a minha experiência. Apesar de ver esse sonho um pouco distante, tenho a esperança de que algum dia lembrem da minha pessoa.

 

 

 

 

 

 

 

Publicado por: Murilo Dieguez

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Fonte de Pesquisa:

acervo www.historiadordofutebol.com.br;
www.flamengo.com.br
globoesporte.globo.com
www.futeboldebotequim.com.br
blogaodofutebol.com
blogmemoriaavaiana.blogspot.com
clicrbs.com.br
cacellain.com.br
eusouflamengo.com;
Historiador Luiz Fernando Evaristo

 

 

Lico Campeão Mundial pelo Flamengo em 1981

Aqui o Ídolo Lico com Marcelo Dieguez em 2004 na Sala de Troféus do Londrina, quando Lico era o Supervisor Técnico do Tubarão.

Vejam no meu bolso está o álbum de fotos com os amigos do Flamengo que já conhecia e que mostrei para o Lico que ficou muito feliz como vemos na foto.

Foto= www.historiadordofutebol.com.br

 

Esta mais de perto do Ídolo Lico com Marcelo Dieguez em 2004 na Sala de Troféus do Londrina, quando Lico era o Supervisor Técnico do Tubarão.

Vejam no meu bolso está o álbum de fotos com os amigos do Flamengo que já conhecia e que mostrei para o Lico que ficou muito feliz como vemos na foto.

Foto= www.historiadordofutebol.com.br

 

 

"Lico, você faz parte da história do futebol, e eu seu amigo Marcelo Dieguez, O Historiador não vou deixar sua história ser esquecida".