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LETO, ex-atacante do Mogi-Mirim-SP, Santa Cruz-PE, Corínthians-SP, ABC-RN, Internacional-RS, Guarani de Campinas-SP, Portuguesa de Desportos-SP, Náutico-PE, Cruzeiro-MG, São Caetano-SP, Ituano-SP, Bragantino-SP, Caxias-RS e Vila Nova-MG.

 

José Wellington da Silva Aranha, o “Leto”, nasceu no dia 14 de maio de 1968 na cidade de Recife no Estado de Pernambuco.

Começou a carreira no Santa Cruz de Recife em 1989, onde ficou até 1990, quando conquistou o Título de Campeão Estadual Pernambucano.

Depois foi para o ABC de Natal em 1991.

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O recifense José Wellington da Silva Aranha, o “Leto”, estava com 24 anos quando saiu de sua terra rumo ao inteior de São Paulo em 1992 no Mogi Mirim.

Junto com Rivaldo e Válber formou o tripé que sustentaria o ataque do time de Mogi Mirim da época.

 

Veloz e com boa movimentação no meio-campo, Leto, a princípio, seria reserva do centroavante títular, porém, no seu primeiro jogo com a camisa do sapão, entrou em campo para substituir Sandro Gaúcho, que estava com um ferimento profundo no supercílio direito, fruto do jogo anterior.

A atuação de Leto em sua estréia contribuiu para o placar de cinco a zero sobre o time de Itu.

Ele participou de forma efetiva em três gols da partida, armando jogadas que terminaram na rede adversária.

Com um jeito moleque nos gramados, Leto, ao contrário de Rivaldo, era extrovertido e engraçado.

Em jogo, o atrevido atacante parecia se divertir e irritava os adversários com seus dribles e sua rapidez dentro das quatro linhas.

Com sua facilidade para jogar futebol e seu atrevimento exagerado, não raro atraía a atenção das defesas para si.

Enquanto fugia das caneladas e puxava a marcação adversária, Leto conseguia abrir espaços para que seus companheiros atuassem com mais facilidade.

Quando o ponta entrava em campo, era quase certo que o Mogi faria gols.

Ou pelos pés dele próprio ou pelas oportunidades que criava para os colegas de time (MARTINS, 2002, p.80).

Mantendo o ótimo desempenho, o jogador logo se consolidou como titular e foi destaque nas ínumeras partidas que se seguiram.

Era Leto quem proporcionava a velocidade necessária aos giros do Carrossel.

Com a sua regularidade conseguiu manter a atuação positiva mesmo nos jogos em que os demais companheiros não apresentaram um futebol expressivo.

Aqui Leto e Valber em foto da derrota do Mogi para o Palmeiras em 1992

Nos 18 primeiros meses em que defendeu a camisa do Mogi Mirim, Leto marcou ao todo 15 gols.

Um deles em uma partida importante contra o Palmeiras em 15 de abril de 1993.

Leto abriu o placar que seria de dois a um a favor do Carrossel em pleno Parque Antártica, o segundo gol foi marcado por Rivaldo.

A personalidade irreverente do atacante muitas vezes gerou atrito no gramado.

Não era imcomum um jogo acabar em confusão e briga entre ele e os adversários.

Mas tudo devido a alegria e o jeito moleque “ingênuo” que Leto carregava dentro e fora do campo.

Durante o periodo que permaneceu no Mogi Mirim, Leto reforçou o clima familiar entre os jogadores.

O recifense animava a concentração da equipe com os companheiros Polaco e Ildo.

O trio era considerado pelo técnico Vadão como os terríveis.

Leto gostava de sair a noite para beber e conversar com os amigos boêmios conquistados durante sua estadia na cidade.

Após um ano e meio de sucesso no Mogi Mirim, o atacante foi para o Corinthians por empréstimo em 1993.

 

Leto se tornou um cigano no futebol e defendeu inúmeras camisas diferentes e tradicionais por todo o país.

 

Do Corinthians, em 1993, passou pelo Internacional gaúcho em 1994.

E em 1995 foi jogar no Guarani de Campinas.

No mesmo 1995 foi jogar na Portuguesa de Desportos.

E em 1996 foi para o Cruzeiro de Belo Horizonte.

Em 1997 foi para o São Caetano, onde jogou até o ano 2000.

Neste período foi jogar no Ituano em 1998 e 1999. Ainda em 1998 jogou no Bragantino.

Jogou ainda no Náutico de Recife.

Depois jogou no Caxias no Rio Grande do Sul.

E seu último clube foi o Vila Nova-MG.

Além dos títulos conquistados no Mogi, Leto foi vice-campeão da Copa João Havelange pelo São Caetano em 2000.

A atuação brilhante que desempenhou no MMFC não se repetiu em outros times e sua carreira como jogador não deslanchou como a de seu companheiro Rivaldo.

Em agosto de 2002 o atacante deixou de jogar profissionalmente e voltou para Recife.

Lá, passou a trabalhar na filial da CSR Futebol e Marketing, empresa fundada pelo empresário de futebol Carlos Arini em parceria com os jogadores César Sampaio e Rivaldo.

O objetivo da empresa é captar e gerir a carreira de novos atletas.

Embora, atualmente, esteja bem longe da região sudeste, Leto criou fortes laços com o clube de Mogi, com a cidade e com seus companheiros do Carrossel Caipira.

Sempre que vem a São Paulo passa por Mogi Mirim para visitar essa “família”.

Abaixo camisa que foi de Marcelo Dieguez do Mogi Mirim do ano de 1993, não é de jogo mas é oficial da Topper, e com o Número 8 nas costas, possivelmente de Leto.

Agora ela está em boas mãos também, foi negociada com um colecionador de Mogi Mirim, que mora em São Paulo.

Abaixo camisa do Mogi Mirim do ano de 1993, não é de jogo mas é oficial da Topper, e com o Número 8 nas costas

Abaixo camisa do Mogi Mirim do ano de 1993, não é de jogo mas é oficial da Topper, e com o Número 8 nas costas

 

Clubes: Santa Cruz (1989 a 1990);ABC-RN (1991); Mogi Mirim (1992 e 1997); Corinthians (1993); Internacional (1994); Guarani (1995); Portuguesa (1995); Cruzeiro (1996); São Caetano (1997 e 1999 a 2000); Ituano (1998 e 1999); Bragantino (1998) , Náutico-PE, Caxias-RS (2001) e Vila Nova-MG

 

Títulos: Campeão pernambucano (1990) pelo Santa Cruz; gaúcho (1994) pelo Internacional; mineiro (1996) pelo Cruzeiro e Paulista da Segunda Divisão (2000) pelo São Caetano

Histórico: Ao lado de Válber e Rivaldo, era um dos principais jogadores do “Carrossel Caipira” implantado pelo técnico Vadão no Mogi-Mirim em 1992.

Era um time de muita movimentação,no qual os jogadores não guardavam posição fixa e Leto fazia muitos gols.

O Corinthians contratou os três de uma tacada só, em 1993.

Do trio, só Rivaldo se consolidou no cenário mundial.

Depois do Corinthians, Leto passou por Internacional, Guarani, Portuguesa, Cruzeiro, São Caetano, Ituano, Bragantino e Caxias até encerrar a carreira.

 

 

 

Publicado por: Murilo Dieguez

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Fonte de Pesquisa:

carrosselcaipira.blogspot.com

www.lancepedia.com.br

acervo www.historiadordofutebol.com.br;

 

 

 

 

 

"Leto, você faz parte da história do futebol, e eu Marcelo Dieguez, O Historiador não vou deixar sua história ser esquecida".