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ADÃOZINHO EX-ATACANTE DO FLAMENGO-RJ

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Adão Valério dos Reis, o Adãozinho nasceu no dia 18/08/1950 na cidade de Tombos no Estado de Minas Gerais.

Adãozinho jogava na posição de atacante.

FLAMENGO-RJ

Adãozinho começou a carreira no Flamengo.

Seu primeiro jogo no Flamengo foi no dia 15/02/1970

Seu último jogo no Flamengo foi no dia 30/01/1971

Em seu histórico, Adãozinho participou de 36 jogos pelo Flamengo, sendo 18 vitórias, 11 empates e 7 derrotas.

Adãozinho marcou 5 gols pelo Flamengo.

Flamengo em 1970

Em janeiro de 1970 chegava ao Flamengo Dorival Knippel, o Yustrich, ex-goleiro do clube nos anos 30 e 40.

O novo treinador substituía Elba de Pádua Lima, o Tim, de estilo diametralmente oposto ao seu: exímio estrategista e bastante cordial no tratamento aos jogadores, mas que, em termos de disciplina, era mais de “deixar o barco correr solto”.


Reza a lenda que quando Yustrich chegou, recebeu do Departamento de Futebol um organograma, o qual rasgou sumariamente antes de afirmar: “O organograma sou eu”. Era a senha para que o clube embarcasse numa verdadeira montanha-russa de emoções, repleta de altos e baixos, ao longo daquele ano.

Com o Homão no comando, chegava a vez da linha dura e de um estilo de jogo baseado na velocidade e no preparo físico, seguindo o modelo que já vinha sendo adotado pelos europeus desde a Copa de 62.

Num futebol brasileiro ainda lento e cadenciado, a correria, o fôlego e a marcação por pressão no campo do adversário aplicados pelo novo Flamengo impressionavam.

Já em fevereiro, o primeiro título

O primeiro grande teste veio logo em fevereiro, no Torneio Internacional de Verão disputado no Maracanã.

Além do Fla, participaram do quadrangular o arquirrival Vasco, os argentinos do Independiente e a seleção da Romênia. Os rubro-negros estrearam no dia 15 goleando os romenos – que fariam jogo duro contra Pelé e cia. na Copa do México, meses mais tarde. Flavius Domide abriu a contagem para os europeus, mas dois gols de Arílson, um de Doval e um de Dionísio viraram o placar para 4 a 1. Na véspera, Vasco e Independiente tinham ficado no 1 a 1.

No dia 18, depois de ver os cruzmaltinos saírem da briga com uma derrota para a Romênia por 2 a 0, o time de Yustrich fez exibição sensacional contra o Independiente, que contava com nomes como o goleiro Santoro, o meia Pastoriza, o centroavante Yazalde e o ponta Tarabini, todos de seleção argentina, além dos defensores uruguaios Pavoni e Garisto.

Com apenas 11 minutos de jogo, o Fla já vencia por 3 a 0, gols de Fio, Doval e Dionísio. Ao fim do primeiro tempo, o placar marcava 5 a 1 (Doval, de novo, e Liminha ampliaram, com De la Mata descontando). Na etapa final foi a vez de Dionísio marcar outro para fechar a contagem em humilhantes 6 a 1.

Quatro dias depois, o adversário era o Vasco. Ao Flamengo bastava o empate para levantar o título, mas – só para não perder o hábito – o time venceu de novo: 2 a 0, gols de Liminha e Arílson, diante de 114.928 torcedores. No jogo de fundo, a Romênia fez 3 a 0 no Independiente e ficou com a segunda colocação. O campeão teve como time-base Sidnei; Murilo, Washington, Tinho e Paulo Henrique; Liminha e Zanata; Doval, Dionísio, Fio e Arílson. Também atuaram o goleiro Marco Aurélio, Onça, Tinteiro, Rodrigues Neto, Ademir, Nei, Luis Carlos e Bianchini. Os dois últimos acabaram negociados após a competição com Vasco e São José-SP, respectivamente.


Depois da conquista, o Fla teve mais um adversário gringo pela frente: o Peñarol de Mazurkiewicz, Pedro Rocha, Matosas, Cortés – todos da seleção uruguaia que seria semifinalista no México -, além do chileno Figueroa, futuro Internacional, em amistoso no Maracanã, em 1º de março. Com um jogador a menos durante quase toda a partida – Fio fora expulso logo aos 28 minutos – os comandados de Yustrich arrancaram um corajoso 0 a 0. Outro resultado encorajador foi a vitória de 2 a 1 sobre o Grêmio em pleno estádio Olímpico também em amistoso, no dia 17.


A maior Taça Guanabara de todos os tempos

A próxima atração seria a Taça Guanabara, à época uma competição separada do Campeonato Carioca.

Em ano de Copa do Mundo, a Taça foi espichada de modo a ocupar a maior parte do primeiro semestre, já que o Carioca fora empurrado para o pós-Mundial, assim como o Robertão – os clubes não admitiam a hipótese de jogarem as competições mais importantes do calendário desfalcados de suas estrelas convocadas.

O resultado foi aquela que pode ser considerada, sem exagero, a maior edição do torneio em todos os tempos. Naquele ano, pela primeira vez, todas as 12 equipes que participavam do campeonato do então estado da Guanabara disputariam o torneio “aperitivo”. A tabela dividia os clubes em dois grupos, que jogariam entre si no primeiro turno, com os quatro melhores de cada seguindo adiante. No segundo, com a pontuação novamente zerada, os quatro de uma chave enfrentariam os da outra. O pior seria eliminado, e o turno final teria seis times, jogando todos contra todos. Seria um campeonato de fôlego. E fôlego parecia não faltar ao Flamengo.

Tanta bravura e dedicação demonstrada pelos devotados comandados de Yustrich tinham um preço, no entanto. Em parte pela carga de treinamentos, em parte pela violência dos adversários, o elenco passou a sofrer sucessivas baixas. Na estreia na Taça, um 0 a 0 com o Botafogo em autêntica batalha campal, o Flamengo perdeu Washington (atingido no calcanhar pelo centroavante alvinegro Roberto Miranda), Tinho e Dionísio (seu artilheiro até então, cobiçado pelo Corinthians) por lesão. Depois perderia Doval também contundido, Nei teve de operar o joelho, Arílson foi convocado por Zagallo para a preparação da Seleção para a Copa, sem falar em Brito, já ausente do time pelo mesmo motivo desde janeiro.


A primeira crise

Aos poucos, o treinador rubro-negro fazia um trabalho de reposição de peças. Lançava garotos, como o centroavante Adãozinho; aproveitava ex-juvenis como Zanata, Tinteiro e Ademir; e utilizava atletas que ele mesmo havia trazido, como o goleiro Adão e o ponta-esquerda Caldeira. Assim, o time fazia o possível, na base da luta, da garra e da disposição, para não deixar cair o ritmo. O que vinha conseguindo, até a primeira derrota: 0 a 1 para o America, em 29 de março, num jogo em que o Flamengo teve Murilo e Caldeira expulsos. A este tropeço seguiu-se outro: 0 a 1 para o Bonsucesso. E outro: 1 a 2 para o Coritiba, em amistoso na capital paranaense. E as mesmas vozes que exaltavam Yustrich passaram a condenar seus métodos.

Mas a sequência de maus resultados parou por aí. O Flamengo perdeu quando pôde, e saiu do princípio de crise com uma vitória magra, pelo placar mínimo, sobre um bom time do Olaria, na abertura do segundo turno. E pareceu embalar de vez em uma vitória redentora sobre o Fluminense com gol de Adãozinho, em 19 de abril, em partida na qual brilhou um jogador que no começo do ano esteve até para deixar a Gávea – mas, felizmente para os rubro-negros, não apareceram interessados em seu passe: o zagueiro paraguaio Reyes.

Reyes, no entanto, se envolveria em lance pitoresco que entrou para o folclore do futebol carioca no jogo seguinte, contra o Bangu. Com a bola dominada, o zagueiro era marcado à distância pelo atacante banguense Dé, que chupava uma pedra de gelo para amenizar o forte calor que fazia naquele 25 de abril. Para o espanto geral, o “Aranha” atirou a pedra contra a bola, tirando-a do controle de Reyes, e marcou o segundo para os alvirrubros numa surpreendente goleada de 4 a 0.


“Deixou chegar…”

Apesar do vexame, não houve maiores dramas. Um empate sem gols com o Vasco na última rodada serviu para garantir o Fla no turno final. E aí não houve mais quem segurasse, em, talvez, um dos mais antigos exemplos da mística do “deixou chegar”.


O time estreou batendo o mesmo cruzmaltino por 2 a 0, dois gols de Fio no segundo tempo, quando o time já jogava com um a menos – Tinho fora expulso aos 35 minutos da etapa inicial. Depois, vingou-se do Bangu, fazendo 3 a 1, com dois de Arílson – de volta após ter sido cortado da lista final dos 22 de Zagallo – e mais um do futuro “Maravilha”. Na terceira rodada, foi a vez do Botafogo: 2 a 1, gols de Zanata de pênalti e Doval. A próxima vítima foi o America, em nova vingança: 2 a 0, gols de Ademir e Rodrigues Neto, no resultado que permitiu ao Flamengo jogar pelo empate contra o Fluminense, na última rodada, para levantar o caneco.


E, diante de 106.515 torcedores, ele veio: 1 a 1. Os rubro-negros saíram na frente com Fio aos 43 do primeiro tempo. Permitiram a igualdade tricolor com Jair, aos três da etapa final. Perderam Ademir e Arílson lesionados. Mas com raça, fibra e espírito de luta, bem ao estilo Yustrich, garantiram o resultado e conquistaram a primeira Taça Guanabara da história do clube. A massa vibrou. O Homão – rígido quando necessário, mas emotivo na mesma medida – chorou.

 


Parecia que clube, elenco, técnico e torcida viveriam uma lua-de-mel eterna. Mas ainda haveria muitas subidas e descidas íngremes e vários loopings no trajeto da verdadeira montanha-russa que foi o Mengão-70. O segundo semestre, ou o próximo capítulo, será contado no post seguinte.

O jogo do título da Taça Guanabara:

FLAMENGO 1 x 1 FLUMINENSE
Taça Guanabara – turno final – última rodada
Data: 31 de maio de 1970
Local: Maracanã
Público: 106.515 pagantes
Renda: Cr$ 568.746,50
Árbitro: José Mário Vinhas.
Gols: Fio aos 43 do 1º tempo (1-0); Jair aos 3 do 2º tempo (1-1).

Flamengo: Adão; Murilo, Washington, Reyes e Paulo Henrique; Liminha e Zanata; Ademir (Rodrigues Neto), Adãozinho, Fio e Arílson (Caldeira). Técnico: Yustrich.

Fluminense: Jairo; Oliveira, Galhardo, Assis e Toninho; Denílson e Didi; Cafuringa, Flávio, Jair e Lula. Técnico: Paulo Amaral.

TAÇA GUANABARA DE 1970

Flamengo em 1970 no Maracanã, quando levantou o título da Taça Guanabara. Em pé vemos Murilo, Adão, Washington, Tinho, Zanata e Paulo Henrique; agachados estão Ademir, Liminha, Adãozinho, Fio e Arílson

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VITÓRIA-BAHIA

Em 1971 foi jogar no Vitória da Bahia.

 

SERGIPE

Em 1972 foi jogar no Sergipe.

Em seu histórico no clube participou de 20 jogos, marcando 3 gols.

BONSUCESSO-RJ

Ainda em 1972 foi jogar no Bonsucesso.

 

COMERCIAL-MS

Em 1973 foi jogar no Comercial de Mato Grosso do Sul.

Em seu histórico no clube participou de 14 jogos marcando 2 gols.

SPORT-PE

Em 1974 foi jogar no Sport Recife.

Em seu histórico no clube participou de 16 jogos e marcando 1 gol.

BONSUCESSO-RJ

Em 1975 voltou ao Bonsucesso.

MOTO CLUBE-MA

Em 1975  foi jogar no Moto Clube.

PAYSANDU-PA

Em 1976 foi jogar no Paysandu.

GOYTACAZ-RJ

Em 1978 foi jogar no Goytacaz.

NACIONAL-AM

Em 1979 foi jogar no Nacional.

A.A. COLATINA-ES

Em 1980 foi jogar na A.A. Colatina do Espírito Santo.

GOIANÉSIA-GO

Em 1981 foi jogar no Goianésia, onde jogou até 1984.

 

Publicado por: Murilo Dieguez

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Fonte de Pesquisa:

acervo www.historiadordofutebol.com.br;

www.flaestatistica.com

www.playmakerstats.com

flamengoalternativo.wordpress.com 

 

 

 

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"Adãozinho, você faz parte da história do futebol, e eu Marcelo Dieguez, O Historiador não vou deixar sua história ser esquecida".