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Kempes, ex-atacante do Instituto de Córdoba- Argentina, Rosário Central, Valência-Espanha, River Plate- Argentina, Hércules-Espanha, St. Polten-Áustria, Kremser, Férnandez Vial-Chile e Seleção Argentina.

 

Mario Alberto Kempes, ou Kempes nasceu no dia 15 de julho de 1954 na cidad de Bell Ville na Argentina, e foi um dos maiores futebolistas argentinos da história.

Kempes começou a carreira em um dos principais times cordobeses, o Instituto, que sobe para a Primeira Divisão em 1972 e termina em oitavo lugar no campeonato nacional.

Depois de ser rejeitado pelo Boca Juniors, foi para jogar em Córdoba.

Em seguida foi para o Rosário Central, antes de estrear na Seleção Argentina em 1973.

Os dois grandes destaques do clube chegam à Seleção Argentina e são logo negociados: ele e Osvaldo Ardiles, que vai para o Belgrano, enquanto Kempes, ainda antes dos 20 anos, transfere-se para o Rosario Central (que havia sido o campeão nacional naquele ano), de maior prestígio.

Não tardou a destacar-se nacionalmente na equipe auriazul: marcou 29 gols em 36 partidas em 1974, terminando na artilharia do Nacional e quase sendo campeão duas vezes: os canallas ficaram com o vice-campeonato no Nacional, para o San Lorenzo e no Metropolitano (na época, torneio mais valorizado que o próprio nacional), para o rival Newell's Old Boys.

Na Libertadores de 1974, o time é eliminado na primeira fase após perder um play-off para o também argentino Huracán (ambos haviam terminado empatados na liderança), que fica com a única vaga para a fase semifinal.

O bom desempenho de Kempes lhe garantiu na Copa do Mundo de 1974, tornando-se o primeiro a ir a uma Copa como jogador do Rosario, ao lado do colega Aldo Poy.

Em 1976 foi para o Valência, da Espanha, e em sua primeira temporada completa foi o artilheiro com 24 gols, o maior artilheiro após 20 anos, foi melhor após Di Stéfano em 1956/57.

Kempes ganhou Copa da Espanha em 1979.

E em 1980 foi decisivo, fazendo o último gol nas penalidades, conquistando o Título da Recopa Européia contra o Arsenal na final.

 

Celebrizou-se como o decisivo condutor da Seleção Argentina no primeiro título desta na Copa do Mundo, na edição de 1978, realizada na própria Argentina.

A imagem do garoto de 23 anos e cabelos compridos irrompendo no Monumental de Núñez pela grande área neerlandesa na prorrogação da final, marcando o gol que recolocou a Albiceleste à frente, está na memória do torcedor argentino.

Em clubes, marcou época no Rosario Central e, principalmente no Valencia, onde exibiu seu repertório de arrancas fulminantes em direção ao gol, correr em velocidade com a bola dominada, grande noção de posicionamento na grande área e chutes certeiros de média distância, além do faro de gol que lhe fez ser duas vezes artilheiro nacional em cada uma dessas equipes.

Atualmente, trabalha como comentarista esportivo da ESPN.

Está também entre os jogadores que em vida batizaram um estádio.


No caso de Kempes, o Olímpico Chateau Carreras, o principal da província de Córdoba, onde o ex-jogador nasceu, foi renomeado Estadio Mario Alberto Kempes em outubro de 2010.

A série de gols continuou: foram 35 em 49 jogos em 1975 e 21 em 22 partidas em 1976, quando terminou na artilharia do Metropolitano.

Na Libertadores de 1975, Kempes leva o Central às semifinais de forma heróica: o clube novamente empatara na liderança da primeira fase, necessitando vencer um play-off, desta vez com o arquirrival Newell's, derrotado por 0 x 1 com um gol dele.

As semifinais disputam-se em grupos de três times.

Os rosarinos perdem a vaga na decisão nos critérios de desempate, por um gol a menos de saldo que o Independiente, detentor do título - e que seria novamente campeão.

Já nos campeonatos locais, o Central não alcançou as primeiras posições nestes anos, mas as performances de Kempes atraíram olhares da Espanha, iniciando negociações com o Valencia.

O atacante, que vinha de uma família de classe média que atravessava dificuldades financeiras com a crise econômica, além de terem problemas também por serem vinculados ao peronismo, aceitou a proposta e levou todos os familiares consigo, fugindo da ditadura militar que em março daquele 1976 se instalara na Argentina, com um golpe de Estado.

Em sua primeira temporada no Valencia, a de 1976/77, mostrou serviço, terminando, com 24 gols, como artilheiro da Liga Espanhola.

O time terminou apenas em sétimo, mas somente dez pontos atrás do campeão Atlético de Madrid.

A segunda foi ainda melhor:

Kempes marcou 28 vezes, foi novamente artilheiro e levou os Ches à quarta colocação, oito pontos atrás do campeão (desta vez, o Real Madrid) e classificado para a Copa da UEFA.

A temporada se encerraria com ele como herói da Copa do Mundo de 1978.

A temporada 1978/79 viu o Valencia novamente ficar apenas em sétimo em La Liga e eliminado nas oitavas-de-final da Copa da UEFA pelo West Bromwich Albion, mas finalmente, com um título: a Copa do Rei.

E Kempes foi, novamente, o herói, marcando os dois gols na decisão contra o Real Madrid, e na capital espanhola.

O troféu, apenas o segundo da carreira de Kempes (o primeiro por um clube), credenciou o time a disputar a Recopa Europeia de 1979/80.

E a temporada seguinte viu o clube espanhol faturar este título (contra o Arsenal), o segundo campeonato europeu interclubes em relevância; e também a Supercopa Europeia, no tira-teima com o vencedor da Copa dos Campeões da UEFA de 1979/80 (o também inglês Nottingham Forest), coroando a temporada, em que o time ficara apenas em sexto no Espanhol - com ele apenas dois gols atrás da artilharia de Quini.

A temporada 1980/81 foi a mais próxima em que Kempes esteve de faturar o campeonato espanhol: o Valencia terminou em quarto, a apenas três pontos da campeã Real Sociedad.

Ironicamente, ele pouco jogou na temporada: foram apenas doze partidas na Liga, ainda assim com nove gols.

Resolveu então recuperar a forma no país natal, regressando à Argentina.

Kempes chegou ao River Plate a peso de ouro, em resposta do clube, que trouxera também Alfredo Di Stéfano como técnico, à contratação de Diego Maradona pelo rival Boca Juniors.

Os millonarios caíram cedo na Taça Libertadores da América em 1981, mas Kempes foi destaque no título nacional daquele ano, marcando 15 vezes em 29 partidas, incluindo o gol do título, no segundo jogo da final contra o Ferro Carril Oeste, no estádio do adversário.

Foi trazido imediatamente de volta ao Valencia.

Seu mau desempenho na Copa do Mundo de 1982, todavia, sinalizou o início de um ocaso na carreira.

No retorno ao Valencia, o time ficou na última posição antes dos três rebaixados na temporada 1982/83.

Na segunda, pouco jogou e o time conseguiu uma décima segunda colocação, decindindo livrar-se de seu antigo astro.

Kempes foi vendido ao recém-promovido Hércules, onde novamente vivenciou a experiência de ver o time terminando entre os últimos que se salvaram do descenso.

Na temporada 1985/86, porém, o time não escapou, sendo rebaixado - curiosamente, ao lado do Valencia.

Kempes passaria os seis anos seguintes no decadente futebol da Áustria, tendo algum destaque no pequeno St. Pölten: tirou o time da segunda divisão em 1988 e, na Bundesliga austríaca, marcaria 9 gols em 29 partidas em 1989 e 15 vezes em 35 jogos em 1990.

 

Seleção Argentina

 

Kempes estreou pela Seleção Argentina em 1973, ainda como jogador do Instituto de Córdoba.

No ano seguinte, já como destaque do Rosario Central, foi para a Copa do Mundo de 1974, mas não se destacou, não marcando gols e sendo substituído em três jogos.

O país caiu na segunda fase de grupos, sendo eliminado após perder o duelo contra os rivais do Brasil.

A segunda Copa de Kempes terminaria gloriosa.

Começou não tão boa: a anfitriã Argentina passou à segunda fase sem nenhum gol dele, chegando até a perder para a Itália.

Kempes despertou no primeiro jogo da segunda fase de grupos, marcando os dois gols na vitória por 2 x 0 sobre a forte Polônia, no estádio onde havia se acostumado a fazer gols: era o Gigante de Arroyito, o campo de sua antiga equipe do Rosario Central - Kempes foi à Copa já como jogador do Valencia (sendo, por sinal, o único convocado da Argentina a jogar no estrangeiro).

Outra explicação para a melhora foi supersticiosa: o técnico César Luis Menotti havia pedido que o atacante raspasse o bigode que ostentou durante a primeira fase, no que foi atendido a partir daquele jogo.

No mesmo gramado, porém, bem marcado por Chicão, Kempes não produziu tanto em um 0 x 0 bastante tenso contra o Brasil.

Novamente no Gigante, marcou outros dois gols no polêmico 6 x 0 sobre o Peru, que garantiu a Argentina na final.

Decisão cujo placar seria inaugurado por ele, aos 37 minutos.

No final da partida, os Países Baixos complicaram: empataram aos 37 do segundo tempo e quase viraram em um chute de Rob Rensenbrink que terminou na trave.

Na prorrogação, Kempes aliviou os torcedores locais, marcando seu segundo gol no jogo, que lhe isolava na artilharia da competição - até a Copa do Mundo de 2010, Kempes era o mais jovem a ser artilheiro de um mundial, só aí sendo superado (pelo alemão Thomas Müller).

No último minuto do tempo extra, a inédita conquista argentina seria garantida com o gol de Daniel Bertoni, fechando o placar em 3 x 1.

Quando foi chamado para a sua terceira Copa, a de 1982 o sentimento era otimista: Kempes havia obtido bom desempenho no River Plate e teria idade para jogar ao menos também a Copa do Mundo de 1986 - ainda tinha 28 anos à época da Copa da Espanha.

Mais do que isso, a seleção manteve a espinha-dorsal campeã de 1978 - Ubaldo Fillol, Daniel Passarella, Américo Gallego, Alberto Tarantini (todos eles eram seus colegas no River), Osvaldo Ardiles e outros, além dele, e somava as promessas Ramón Díaz (também dos millonarios) e, principalmente, Diego Maradona.

A realidade, porém, contrariou o plano teórico, e Kempes fez um mundial apagado, além de não marcar.

Oito anos depois, a Argentina voltou a cair na segunda fase após perder para o Brasil.

E Kempes não conseguiria retomar sua boa fase e então não cumprindo a trajetória que ainda se esperava dele antes do torneio; deixou de ser chamado pela Albiceleste ainda naquele ano.

Resolveu parar em 1992, no Kremser, mas ensaiou um retorno três anos depois, na segunda divisão do Chile.

Bastante fora de forma, jogou apenas onze vezes pelo Fernández Vial, ainda assim marcando cinco.

Em 1996, ainda foi tentar manter a carreira no futebol da Indonésia, contratado junto com o compatriota Pedro Pasculli para ser jogador e treinador do Pelita Jaya, mas não chegou a atuar em jogos oficiais.

Sua carreira de técnico continuaria nos anos seguintes, em equipes sem maior expressão.

Seu último clube como treinador foi o Independiente Petrolero, da Bolívia, saindo em 2001.

 

 

 

Publicado por: Murilo Dieguez

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Fonte de Pesquisa:

acervo www.historiadordofutebol.com.br;

lancenet.com.br;

planetafutbolve.blogspot.com;

oesfericonarede.blogspot.com;

worldcupfifa12.tripod.com

 

 

Atualmente, trabalha como comentarista esportivo da ESPN.

 

 

 

 

"Kempes, você faz parte da história do futebol, e eu Marcelo Dieguez, O Historiador não vou deixar sua história ser esquecida".