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kruger2b

 

KRUGER, ex-atacante do Britânia de Curitiba, Coritiba Foot Ball Club.

 

Aqui Kruger quando iniciava no Coritiba, foto do cartão autografado para Marcelo Dieguez durante a manhã de autógrafos no Espaço 100 anos do Coritiba em 2009.

Foto= arquivo pessoal Marcelo Dieguez


Dirceu Krüger
Nascimento:
Curitiba, 11/04/1945
Altura:

1,73m
Pais:
Acácio e Martha Hélia Krüger
Esposa:
Iraci Locatelli Krüger
Filhos:
Marina Locatelli Krüger

Kruger começou no combate Barreirinha, mas logo foi para o Britânia, para depois de infernizar a defesa de todos do Campeonato, foi contratado pelo Coritiba para nunca mais sair, mas toda a história vem a seguir:

Aqui Kruger no Britânia

Foto=www.historiadordofutebol.com.br

E tudo começou com ele provocando um desespero total naquele que seria o seu clube, a sua casa, a sua família por mais de 40 anos.

Foi ali onde hoje está instalado um supermercado (BIG), na Avenida das Torres, local do campo do Britânia, clube que o tirou do Combate Barreirinha para mostrá-lo ao mercado futebolístico.

Britânia x Coritiba, um jogo difícil, pois o time local conseguira se reforçar, mesclando experientes jogadores e jovens como o Krüger.

O Britânia antes do jogo com o Coritiba, onde o Coritiba venceu por 3 x 0, e o Britânia está assim distribuído na foto:
Em pé: Cleyton, Albino, Acir, Antero, Zé Carlos e Barbosa.
Agachados: Robertinho, Fiúza, Krüger, Marcelo e Airton Martins

Foto=acervo do Historiador James Skroch

 

Já se falava nele, 19 anos, como uma das grandes revelações do campeonato.

Canhoto, sutil no toque, perfeito no arremate, e acima de tudo, preciso.

A bola lhe foi lançada ao lado da área.

Correu para a cobertura outra grande figura da história coritibana, que foi o zagueiro Nico que era imbatível no seu setor.

Na área, mandava ele.

Viril, mas sem nunca ter contundido um adversário.

Foi para a antecipação, quando Krüger usando sua canhota, deu-lhe um corte que o fez cair.

A torcida prendeu a respiração e ficou surpresa com a ousadia do jovem.

Abaixo Kruger no ataque do Britânia em jogo com o Seleto de Paranaguá, onde o Seleto venceu por 1 x 0

Foto=acervo do Historiador James Skroch

 

Um mês depois, o presidente Lincoln Hey contratava Krüger.

Aqui Kruger em seu começo no Coritiba.

 

Daí em diante, ele cada vez mais se aprimorou.

Um jogador de extrema categoria, "finesse" e requinte em todos os seus contatos com a bola.

No início fez uma dupla memorável com Walter.

Dos dois um lance fantástico: Coritiba x Santos.

Vejam aqui Kruger indo ao ataque, e ao fundo vemos Tião Abatiá acompanhando o ataque do Coritiba.

 

O Cori ganhava por 2 x 0, com gols dos dois, quando o Santos fez o seu gol.

Restavam cinco minutos.

O Santos não queria perder.

Deram a saída e os dois foram tabelando até a meia lua.

O penúltimo toque foi dele, com sutileza, passando a bola pelo vão das pernas de Ramos Delgado.

Chegou enxuta para o Walter mandar um balaço.

Cori 3 x 1.

O Monumental Belfort Duarte, ainda em construção, quase veio abaixo.

Estava marcado o início de uma carreira maravilhosa de um grande profissional que transformou seu clube num prolongamento de sua vida.

Aqui Kruger jogando pela Seleção Parananese, no jogo contra a Seleção Brasileira.

 

Acidentes aconteceram com ele, quase morreu no campo do Água Verde, após um choque com o goleiro, fraturou a clavícula em Londrina, num jogo decisivo, mas em compensação fez gols memoráveis, como o do 1 x 0 na decisão do campeonato, contra o Atlético Paranaense e tantos e tantos outros gols que levavam a sua marca, onde o requinte se sobrepunha como uma constante para traduzir sua imensa categoria.

Até hoje está ele lá.

Várias vezes técnico, dos juvenis, dos profissionais e hoje em função administrativa nas categorias de base.

O tempo passou, mas cada vez mais se fortalece sua marca de um excepcional coritibano."

Aqui vemos o Coritiba de 1969 no Torneio Roberto Gomes Pedrosa, Campeonato Nacional da época.

Vemos Kruger agachado, sendo o terceiro da esquerda para a direita, e mais Paquito e Rinaldo.

 

Títulos

Campeão paranaense (1968/69/71/72/73/74/75)
Campeão do Torneio Internacional de verão (1968/70/71)
Fez parte do elenco campeão do Torneio do Povo (1973)
Campeão do Torneio "Centrais Elétricas" (1975)
Excursões

Europa (1969)
Europa e África (1970 e 1972)

 

Aqui novamente o Coritiba de 1969 Campeão Paranaense, e vemos Kruger agachado, sendo o terceiro da direita para a esquerda.

 

Krüger atleta - Jogos oficiais de competição pelo Coritiba

Nome do Torneio

Jogos

Gols

Torneio de Verão / 1966

03

03

Campeonato Paranaense / 1966

20

08

Torneio Cidade de Paranaguá / 1966

01

01

Campeonato Paranaense / 1967

20

10

Torneio de Verão / 1967

06

01

Campeonato Paranaense / 1968

15

04

Torneio "Jofre Cabral e Silva" / 1968

02

00

Torneio Internacional de Verão / 1968

02

01

Campeonato Paranaense / 1969

23

09

Taça Cidade de Murcia / 1969

02

00

Torneio Roberto Gomes Pedrosa / 1969

12

02

Torneio Internacional de Verão / 1970

02

01

Campeonato Paranaense / 1970

10

06

Campeonato Paranaense / 1971

08

01

Torneio Internacional de Verão / 1971

02

00

Campeonato Nacional / 1971

05

00

Campeonato Paranaense / 1972

28

05

Campeonato Nacional / 1972

11

00

Campeonato Paranaense / 1973

09

01

Campeonato Brasileiro / 1973

12

00

Taça Cidade de Curitiba / 1974

02

00

Campeonato Brasileiro / 1974

18

01

Campeonato Paranaense / 1974

22

03

Taça Cidade de Curitiba / 1975

03

00

Torneio Centrais Elétricas / 1975

01

00

Campeonato Paranaense / 1975

09

01

Campeonato Brasileiro / 1975

04

00

TOTAL (1966 a 1975)

252

58

Krüger técnico - Jogos oficiais de competição pelo Coritiba

Ano

Jogos

1979

02

1980

00

1981

02

1982

01

1983

01

1984

58

1985

04

1986

07

1987

15

1988

10

1989

00

1990

04

1991

10

1992

05

1993

19

1994

04

1995

02

1996

12

1997

29

TOTAL

185

 

Abaixo novamente o Coritiba em 1969 pelo Torneio Roberto Gomes Pedrosa, e vemos Kruger agachado sendo o segundo da direita para a esquerda.

Ficha técnica das partidas mais importantes
27/02/1966 - ESTRÉIA DE KRÜGER
CORITIBA 1 X 1 GRÊMIO
Local: Estádio Belfort Duarte (Curitiba) Árbitro: Flávio Caverlini Gols: João Severiano (31/2) Krüger (44/2) CORITIBA: Erol; Reis (Viví), Nico, Bequinha e Antero; Lucas e Pepê (Fiúza); Oromar (Tião), Moreira (Orlando), Krüger e Gauchinho. Técnico : Félix Magno. GRÊMIO: Arlindo; Altemir, Aírton, Áureo e Ortunho; Cléo e Sérgio Lopes; Vieira (Paulo Lumumba), Alcindo, João Severiano e Volmir.


17/09/1967 - "DRIBLE COM O OLHAR" EM CHARRÃO
CORITIBA 5 X 0 ATLÉTICO
Local: Estádio Durival Brito (Curitiba) Árbitro: Orlando Stival Gols: Krüger (01/1) Wálter (04/1) Krüger (20/1) Davi (10/2) Édson (30/2) CORITIBA: Zeferino; Viví, Berto, Nico e Reis; Hugo (Otavinho) e Lucas; Daví, Krüger, Wálter e Édson . Técnico : Adão Plínio. ATLÉTICO: Barbosa (Nílson); Zig, Charrão, Tito e Amaurí; Zeni e Alfredo; Raimundinho, Ivan (Dida), Vermelho e Gasparim . Técnico : Nivaldo Gouveia.


26/11/1967 - PRIMEIRO ACIDENTE
CORITIBA 0 X 1 SÃO PAULO
Local: Estádio Vitorino Gonçalves Dias (Londrina) Árbitro: Édson Pinheiro Campos Gol: Edwil (27/2) CORITIBA: Joel; Viví, Nico, Berto e Reis; Hugo e Lucas; Oromar, Wálter, Krüger e Édson (Gauchinho). Técnico : Adão Plínio. SÃO PAULO: Neneca; Washington, Pulcinelli, Sebastião e Jaú; Rubens e Clóvis; Antonio Paulo (Passarinho), Tatá, Edwil e Jurandir.


19/02/1968 - VITÓRIA FRENTE O FAMOSO SANTOS
CORITIBA 3 X 1 SANTOS
Local: Estádio Belfort Duarte (Curitiba) Árbitro: Valdemar Nader. Gols: Antoninho (12/1) Oromar (27/1) Toninho (44/2) Wálter (46/2) CORITIBA: Célio (Joel); Marinho (Reis), Nico, Berto e Antoninho; Lucas e Roderley; Coutinho, Servílio (Wálter), Kosilek (Krüger) e Oromar (Lauro). Técnico : Hélio Alves. SANTOS: Cláudio; Lima, Orlando Peçanha, Oberdan e Rildo; Negreiros e Werneck; Kaneko, Toninho, Douglas (Almiro) e Edú. Técnico : Antoninho.


18/05/1968 - SEGUNDO ACIDENTE
CORITIBA 3 X 0 BRITÂNIA
Local: Estádio Paula Soares Neto (Curitiba) Árbitro: Joaquim Benedetti. Gols: Rossi (21/1) Édson (43/1) Rossi (23/2) CORITIBA: Célio; Deleu, Modesto, Roderley e Nilo; Paulo Vecchio (Oromar) e Rossi; Coutinho, Kosilek, Krüger (Neiva) e Édson . Técnico : Munir Calluf. BRITÂNIA: Pedrinho (Altevir); Luís Kavalis, Guarací, Vermelho e Pinheiro; Ferrari e Granjeiro; Jorginho (Gama), Silvano, José Roberto (Altevir) e Volney . Técnico : Sisico.


25/08/1968 - GOL NO ATLETIBA DECISIVO
CORITIBA 2 X 1 ATLÉTICO
Local: Estádio Belfort Duarte (Curitiba) Árbitro: Arnaldo César Coelho. Gols: Oromar (23/1) Krüger (35/1) Mílton Dias (02/2) CORITIBA: Célio; Deleu, Modesto, Roderley e Nilo; Lucas e Rossi (Neiva); Oromar, Kosilek, Krüger e Édson (Wálter) . Técnico : Sarno. ATLÉTICO: Muca; Adílson, Bellini, Charrão e Gilberto; Jair Henrique e Paulista; Dorval, Mílton Dias, Zé Roberto e Nílson . Técnico : Nestor Alves.


28/08/1968 - PRIMEIRO TÍTULO
ATLÉTICO 1 X 1 CORITIBA
Local: Estádio Durival Brito (Curitiba) Árbitro: Arnaldo César Coelho. Gols: Zé Roberto (16/2) Paulo Vecchio (45/2) CORITIBA: Célio; Deleu, Nico, Roderley e Nilo; Lucas e Rossi (Paulo Vecchio); Oromar (Wálter), Kosilek, Krüger e Édson . Técnico : Sarno. ATLÉTICO: Gil; Adílson, Bellini, Charrão e Gilberto; Jair Henrique e Paulista; Dorval, Mílton Dias, Zé Roberto (Zezinho) e Nílson . Técnico : Nestor Alves.


13/11/1968 - JOGO CONTRA A SELEÇÃO BRASILEIRA
CORITIBA 1 X 2 SELEÇÃO BRASILEIRA
Local: Estádio Belfort Duarte (Curitiba) Árbitro: Armando Marques. Gols: Dirceu Lopes (12/2) Passarinho (32/2) Zé Carlos (44/2) CORITIBA: Joel; Deleu, Nico, Roderley e Ismael; Rossi (Lucas) e Rinaldo; Passarinho, Krüger, Kosilek e Carlos Alberto (Wálter). Técnico : Sarno. SELEÇÃO BRASILEIRA: Félix; Carlos Alberto, Jurandir, Dias e Paulo Henrique (Nilo); Rivelino (Dirceu Lopes) e Gérson (Zé Carlos); Paulo Borges (Natal), Jairzinho (Leivinha), Pelé (Tostão) e Paulo César. Técnico : Aimoré Moreira.


30/07/1969 - PRIMEIRO JOGO E PRIMEIRO GOL NA EUROPA
CORITIBA 1 X 1 HAMBURGO
Local: Hamburgo Árbitro: Frederik Furkst. Gols: Hof (07/2) Krüger (21/2) CORITIBA: Joel; Modesto ( Marinho), Roderley, Nico e Nilo; Lucas e Paulo Vecchio; Passarinho, Krüger (Rossi), Kosilek (Oldack) e Rinaldo (Édson). Técnico : Sarno. HAMBURGO: Tilkowski; Hallamann, Schulz, Schultz (Hel Fritz) e Sandamann; Hof e Hazicik; Bayer, Koenning, Uwe Seeler e Steyner.


11/04/1970 - TERCEIRO ACIDENTE
CORITIBA 2 X 2 ÁGUA VERDE
Local: Estádio Belfort Duarte (Curitiba) Árbitro: Valdemar Antônio de Oliveira. Gols: Krüger (08/1) Orlando (11/1) Werneck (12/1) Zé Roberto (33/2) CORITIBA: Célio; Hermes, Nico, Piloto e Nilo; Hidalgo e Lucas; Reinaldinho, Werneck, Krüger (Joaquinzinho) (Paulo Vecchio) e Rinaldo . Técnico : Filpo Nunes. ÁGUA VERDE: Leopoldo; Zé Carlos (Altair), Zezinho (Geraldo), Zé Roberto e Isaac; Armando e Rezende; Tião, Alex, Orlando e Zé Roberto. Técnico : Souza Arantes.

Aqui Kruger saindo de campo direto para o Hospital Cajuru, após a jogada em que faria o gol no Água Verde houve o choque com o goleiro e rompeu suas alças intestinais, ficou internado por 70 dias.

Aqui Kruger após o acidente, já com a cinta em fase de recuperação.

 

Aqui novamente Kruger em avaliação médica.


25/11/1970 - PRIMEIRO GOL APÓS O ACIDENTE
CORITIBA 2 X 2 F. C. ARGES (ROMÊNIA)
Local: Estádio 1o de Maio (Pitesti) Árbitro: Munich Anton. Gols: Doblin (17/1) Krüger (33/1) Jercan (43/1) Lucas (42/2) CORITIBA: Célio; Nilo, Piloto, Oberdan e Cláudio; Lucas e Bidon; Peixinho, Hélio Pires (Werneck), Krüger e Rinaldo. Técnico : Mauro Ramos. F. C. ARGES: Nicolescu; Pigulea, Olteanu, Vlad e Ivan (Craciunescu), Stefan e Rosu; Fratila (Dobrescu) (Stefanescu), Ianou (Prepulgel), Dobrin e Jercan.


03/12/1970 - GOL MAIS BONITO DA CARREIRA
CORITIBA 4 X 1 ARGÉLIA
Local: Estádio 20 de Agosto (Argel) Árbitro: Kelifi. Gols: Leocádio (08/2) Krüger (16/2) Henkauche (20/2) Leocádio (29/2) Krüger (42/2) CORITIBA: Célio (Carvalho); Nilo, Piloto (Berto), Oberdan e Cláudio; Lucas e Bidon (Werneck); Peixinho, Leocádio, Krüger e Rinaldo (Reinaldo). Técnico : Mauro Ramos. ARGÉLIA: Kaoua; Khiari, Bouhadji, Hadefi e Amar; Henkouche, Seridi e Tschalabi (Bertouni); Thair (Dali), Lalmas e Ait Chegou.


08/08/1971 - ESTRÉIA DO CORITIBA NOS BRASILEIROS
CORITIBA 0 X 2 CRUZEIRO
Local: Estádio Belfort Duarte (Curitiba) Árbitro: Romualdo Arppi Filho. Gols: Tostão (37/2) Lima (41/2) CORITIBA: Célio; Hermes, Pescuma, Piloto e Nilo; Hidalgo e Renatinho; Reinaldo (Krüger), Negreiros (Paulo Vecchio), Leocádio e Rinaldo. Técnico : Tim. CRUZEIRO: Hélio; Pedro Paulo, Perfumo, Wílson Piazza e Neco; Zé Carlos e Dirceu Lopes; Natal (Evaldo), Palhinha (Roberto Batata), Tostão e Lima. Técnico : Fantoni.


30/08/1972 - GOL DA VITÓRIA NO ATLETIBA DECISIVO
CORITIBA 1 X 0 ATLÉTICO
Local: Estádio Belfort Duarte (Curitiba) Árbitro: José Faville Neto. Gol: Krüger (09/1) CORITIBA: Jairo; Hermes, Pescuma, Cláudio e Nilo; Hidalgo e Dreyer; Leocádio (Tião Abatiá), Hélio Pires, Zé Roberto (Paquito) e Krüger. Técnico : Lanzoninho. ATLÉTICO: Picasso; Cláudio Deodato, Dí, Alfredo e Júlio; Valtinho e Sérgio Lopes; Liminha, Sicupira, Tião Quelé (Paulo Roberto) e Nílson . Técnico : Carabina.

Aqui vemos Kruger agachado sendo o primeiro da direita para a esquerda, ao lado está Aladim.


13/04/1975 - ÚLTIMO GOL
CORITIBA 3 X 2 OPERÁRIO
Local: Estádio Germano Krüger (Ponta Grossa) Árbitro: Alceu Conerado. Gols: Néo (03/1) Batata (08/1) Dionísio (35/1) Plein (02/2) Krüger (07/2) CORITIBA: Jairo; Hermes, Dí, Cláudio (Adaílton) e Nilo; Dito Cola (Eli), Dreyer e Osmarzinho; Plein, Dionísio e Krüger . Técnico : Diede Lameiro. OPERÁRIO: Luizinho; Gracindo, Jair, Renato (Luiz Carlos) e Marinho; Índio e Riva; Néo, Rubens Henrique, Batata (Deonir) e Djair.


08/10/1975 - ÚLTIMA PARTIDA DISPUTADA
CORITIBA 1 X 2 FIGUEIRENSE
Local: Estádio Belfort Duarte (Curitiba) Árbitro: José Roberto Wright. Gols: Volmir (26/1) Eli (36/1) Sérgio Lopes (43/1) CORITIBA: Jairo; Hermes, Dí, Adaílton e Nilo; Vítor Hugo e Osmarzinho; Maizena (Krüger), Plein (Luís Antônio), Eli e Luisinho. Técnico : Paulinho de Almeida. FIGUEIRENSE: Nílson; Pinga, Nélson, Almeida e Casagrande; Dito Cola, Sérgio Lopes e Zé Carlos; Marcos, Toninho e Volmir (Moacir). Técnico : Lauro Búrigo.


15/02/1976 - DESPEDIDA DO FUTEBOL
CORITIBA 1 X 0 ATLÉTICO
Local: Estádio Belfort Duarte (Curitiba) Árbitro: Bráulio Zanoto. Gol: Eli (36/1) CORITIBA: Jairo; Hermes, Oberdan, Duílio e Humberto; Nenê e Osmarzinho; Wílton, Elí (Puruca), Luisinho e Aladim . Técnico : Jorge Vieira. ATLÉTICO: Altevir; Marinho, Mauro, Alfredo e Ladinho; Gérson Andreotti e Caio; Buião, Careca (Frasão), Liminha e Tadeu (Bira Lopes) . Técnico : Geraldino.

E aqui Marcelo e Kruger com a camisa que ele usara muitos anos no Coritiba.

Foto=www.historiadordofutebol.com.br

07/11/1979 - PRIMEIRA PARTIDA COMO TÉCNICO
CORITIBA 1 X 0 BRASIL (PELOTAS)
Local: Estádio Bento Freitas (Pelotas) Árbitro: José Luís Guidotti. Gol: Freitas (27/2) CORITIBA: Mazaropi; Serginho, Duílio, Eduardo e Dionísio; Almir, Toninho Moura e Freitas; Chico Paolino (Santos), Luiz Freire e Aladim. Técnico : Krüger. BRASIL: Gilberto; Luís Carlos, Renato Mineiro, Renato Cogo e Cláudio Radar; Zé Augusto, Odir e Jorge Luís; Flecha (Luisinho), Valdecí e Édson (Tadeu). Técnico : Laone.


25/04/1984 - CLASSIFICA O COXA ENTRE OS OITO MELHORES DO BRASIL
CORITIBA 2 X 1 FORTALEZA
Local: Estádio Couto Pereira (Curitiba) Árbitro: Aírton Bernardoni. Gols: Carlinhos Maracanã (08/1) Lela (41/1) Vavá (contra) (10/2) CORITIBA: Jairo; Divino (Élvio), Gomes, Vavá e André; Toby, Carlinhos Maracanã e Hélcio Lapa; Lela, Mauro (Marco Aurélio) e Édson. Técnico : Krüger. FORTALEZA: Salvino; Toninho, Gilberto, Gaúcho e Luisinho; Serginho, Betinho e Vicente; Evilásio, Tangerina (Freitas) e Lupercínio. Técnico : Caiçara.


10/02/1985 - TAMBÉM DIRIGIU O TIME CAMPEÃO BRASILEIRO
CORITIBA 0 X 0 GOIÁS
Local: Estádio Couto Pereira (Curitiba) Árbitro: José Assis Aragão. CORITIBA: Rafael; Zé Carlos, Vavá, Heraldo e Dida; Marildo, Aragonês e Toby; Gil, Índio e Édson (Vicente). Técnico: Krüger. GOIÁS: Paulo Sérgio; Zé Teodoro, Marcelo, Marcos e Lóti; Carlos Roberto, Rotta e Paulo Sérgio Belote; Péricles, Joãozinho Paulista e Cândido (Zé Sérgio). Técnico : Paulo Gonçalves.


19/11/1995 - CLASSIFICA O TIME PARA A FINAL DA 2ª DIVISÃO
CORITIBA 2 X 0 CEARÁ
Local: Estádio Presidente Vargas (Fortaleza) Árbitro: Antonio Pereira da Silva. Gols: Zambiazi (20/2) Marquinhos Ferreira (33/2) CORITIBA: Renato; Marcos Teixeira, Gralak, Zambiasi e Claudiomiro; Paulo Sérgio (Dirceu), Marquinhos Ferreira, Jétson (Márcio) e Alex; Vital e Pachequinho (Vilmar). Técnico : Krüger. CEARÁ: Ivanhoé (Wellington); Roberto Carlos, Da Silva, César e Claudenésio(Joãozinho); Luciano, Fernando César, Nei e Gílson; Petróleo e Marinaldo (Josué). Técnico : César Morais.

Aqui o time do Coritiba, onde vemos Kruger agachado sendo o segundo da esquerda para a direita.

 

Abaixo os Campeões de 1969

 

Aqui novamente o Coritiba de Kruger que aparece agachado, sendo o primeiro da direita para a esquerda.

 

Aqui Kruger aparece agachado, sendo o segundo da direita para a esquerda.

 

Jogos

“Os marcantes são sempre os clássicos.

Te marcam mais, como o de 1967 quando ganhamos do Atlético por 5 a 0 e eu fiz dois gols.

Em 1968, tive o meu primeiro título e ganhamos aqui (Couto Pereira então Belfort Duarte), fiz o gol da vitória e deu a oportunidade de jogarmos pelo empate lá no Durival Britto e o Paulo Vecchio fez um gol histórico quando estávamos perdendo por 1 a 0 e empatamos aos 45.

Depois, em 1972, fiz o gol do bicampeonato.

Me marca muito um gol que fiz em Argel, contra a seleção da Argélia.

Era um amistoso e eu driblei toda a defesa e o último foi o goleiro, a bola estava quase saindo na linha de fundo e chutei meio sem ângulo.

Fiz o gol e a torcida local reconheceu e me aplaudiu.

Foi 4 a 1 ou 4 a 2 e eu fiz dois em 1969.”

 

 

Abaixo Marcelo Dieguez registrou este momento histórico na carreira de um ídolo do Coritiba.

O Torcedor foi ao encontro do ídolo Kruger em sua manhã de autógrafos, e levou a foto de quando era criança de colo e que estava no colo de Kosilek, junto com Kruger.

Este é um momento marcante para Kruger, que reconhecidamente ficou sensibilizado com o carinho do torcedor.

Foto=www.historiadordofutebol.com.br

 

Extrema-unção

“Isso foi em 1970, infelizmente no meu aniversário.

Mas felizmente estou aqui e posso dar essa entrevista e até fiz o gol nessa ocasião.

Dei um chapéu no goleiro do Água Verde, Leopoldo, fiquei olhando e me despreveni um pouco, me desarmei, fiquei olhando para ver se a bola iria para o gol ou não.

Houve o choque do joelho do Leopoldo onde houve a perfuração no meu intestino, queda das alças intestinais e acabei indo para o pronto socorro e fiquei lá em estado muito grave, em estado de coma.

Recebi extrema-unção do Frei Pio, que hoje está no Vaticano, mas sobrevivi.

Fiquei 70 dias hospitalizado e fui atendido por uma equipe médica e nosso corpo médico.

Houve uma atenção muito especial dos dois Vialle, Roberto e João Carlos, e o chefe de plantão, Dr. Bezede Nassif Júnior, atleticano.

Quando saí fui abraçado pelo Dr. Bezede e, em 1972, fiz o gol do título contra o Atlético e logo em seguida encontrei o Dr. Bezede e ele até brincou comigo: “Eu te salvo a vida e você me ferra’”.

Aqui os Bicampeões Paranaenses de 1972, e Kruger aparece em pé ao lado da diretoria do Coritiba.

 

Carreira


“Tive a oportunidade de sair, convites, mas nunca quis sair. Tivemos algumas propostas vantajosas, mas não forçamos. Claro que hoje o futebol é totalmente diferente.”

O meio campo recebeu a alcunha de “Flecha Loira” tão logo chegou ao Coritiba, nos idos de 1966, marcado pela sua velocidade e pelos cabelos loiros.

Em sua partida de estréia, contra o Grêmio Porto Alegrense, já apresentou seu cartão de visitas, fazendo o gol de empate do Coxa aos 44 minutos do segundo tempo da partida.


No ano seguinte, marcou seu nome no maior clássico paranaense.

O personagem-vítima foi Charrão, então jogador do Atlético Paranaense que recebeu o drible de Krüger.

Drible esse que as testemunhas da época definiram como “com o olhar”. A explicação vem do próprio jogador, em entrevista cedida na época: “Cobraram a lateral para mim, a bola veio rasteira e forte na grande área adversária.

O zagueiro atleticano Charrão correu em minha direção. Olhei para ele e fiz um movimento com o olhar.

Ele imaginou que eu fosse tentar driblá-lo e gingou para evitar. Eu simplesmente passei reto por ele e fiz o gol. Driblei-o, aliás, sem ter tocado na bola.

“ Essa jogada resultou no seu segundo gol na partida, o terceiro do Coritiba na goleada por 5×0 sobre o arquirrival. Esse resultado acabou por rebaixar o time do Atlético para a segunda divisão do Campeonato Paranaense.

 

Esta foto foi tirada durante a visita a Kruger em sua manhã da autógrafos no Espaço 100 Anos.

Vemos Kruger agachado, sendo o segundo da direita para a esquerda.

Foto= www.historiadordofutebol.com.br

 

Sua carreira foi marcada também pelas lesões.

Em 1967, fraturou a clavícula numa disputa de bola com o zagueiro Sebastião, do São Paulo de Londrina – PR. Ao ser agarrado por este pela camisa, mas tentando dar continuidade à jogada, correu e caiu, vindo o zagueiro a cair por cima de Krüger.

No mês de maio do ano seguinte, numa partida contra o extinto Britânia o alvo da fratura foi o tornozelo. Em uma dividida de bola com o zagueiro Vermelho, Krüger saiu lesionado, só voltando aos gramados em julho.

Mas foi o ano de 1970 que marcou a carreira de Krüger e fez marcar seu nome da galeria dos grandes ídolos do Coritiba.


A data era 11 de abril de 1970, dia em que o Flecha Loira completava 25 anos.

O campeonato disputado era o Paranaense, o jogo contra o extinto Água Verde.

Aos 08 minutos da partida, ele recebeu um lançamento de Werneck, na entrada da área adversária, livre de marcação.

Assim que recebeu a bola, matou-a no peito e limpou o lance, ficando cara a cara com o goleiro Leopoldo.

O arqueiro veio correndo em direção ao meia, que sutilmente toca a bola por cima do goleiro, encobrindo-o… Quando se afastou do jogador rival, recebeu o choque: uma colisão fortíssima contra o joelho do goleiro, antes mesmo de ver se a bola entrara nas redes.

Só sentiu a imensa dor da pancada.

Caiu desacordado. Do estádio, foi imediatamente para o hospital.

Quando acordou, a notícia: havia rompido as alças intestinais.


Seu quadro clínico era dos piores.

Foram 70 dias de internamento, nas primeiras semanas; as mais críticas, ficou entre a vida e a morte.

O caso era tão complexo que Krüger chegou a receber a extrema unção.

Os torcedores do Coritiba chegaram a fazer romarias até a porta do Hospital Cajuru, passaram dias rezando por seu ídolo.

A comoção na cidade era de sobremaneira que até o presidente Clube Atlético Paranaense, o principal rival do Coxa, mandou rezar uma missa pela recuperação do meia.

 

Esta foto foi tirada durante a visita a Kruger em sua manhã da autógrafos no Espaço 100 Anos.

Vemos Kruger agachado, sendo o segundo da direita para a esquerda.

Foto= www.historiadordofutebol.com.br

 

Fazer gols era seu ofício no Coxa.


Sua volta aos gramados ocorreu em novembro de 1970, em uma excursão que o Coritiba promoveu na Europa.

O técnico da época levou-o para os jogos amistosos e aos poucos o atleta foi recuperando o ritmo de jogo.

Desde esse acidente Krüger passou a entrar em campo usando uma cinta na região abdominal, para proteger o local da pancada.


Sua carreira como jogador profissional perdurou até idos de 1975, quando durante uma partida foi tocado, sem intenção; por um adversário no local aonde tinha os pontos. A dor sentida foi insuportável e aquele foi seu último jogo.


Mas Krüger nunca deixou de ser um funcionário do Coritiba Foot Ball Club. Suas atuações foram tão marcantes como na época de jogador.

Calçando as chuteiras ele foi campeão de sete campeonatos estaduais [1968-1969 e 1971 até 1975] e campeão do Torneio do Povo de 1973.

Aqui Kruger mostra para Marcelo a foto com o Troféu de Campeão Brasileiro de 1985, quando Kruger já estava na função de diretor técnico.

Foto=www.historiadordofutebol.com.br

Extra campo, exerceu as funções de auxiliar técnico, técnico interino e técnico efetivo, sendo o segundo técnico que mais dirigiu o Coritiba.

Era um dos responsáveis pelas categorias de base do Clube.

 

Dirceu Krüger, um dos maiores ídolos da história do Coritiba, morreu no dia 25 de abril de 2019 em Curitiba. Nascido em Curitiba no dia 11 de abril de 1945, ele tinha 74 anos de idade e vinha trabalhando na área administrativa do Coxa. Dirceu passou por cirurgia no último dia 13 por uma obstrução intestinal.

 

Dirceu Krüger - que ganhou o apelido de Flecha Loira - disputou 252 jogos pelo Coritiba, com 58 gols marcados. Além de se transformar ídolo em campo, sempre esteve ligado ao clube e foi o técnico em diversos momentos, totalizando 185 partidas.

No título brasileiro de 1985, ele foi auxiliar técnico de Ênio Andrade. Também passou por outros cargos administrativos e foi responsável pelas categorias de base do Coritiba. Ajudou o Coritiba a conquistar o Campeonato Paranaense em 1968, 1969, 1971, 1972, 1973, 1974 e 1975. Ele trabalhou no clube durante 54 anos.

 

Dirceu Krüger recebeu duas homenagens em vida, com estátua e o nome da segunda taça do Paranaense.

 

 

Publicado por: Murilo Dieguez

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Fonte de Pesquisa:

globoesporte.globo.com

acervo www.historiadordofutebol.com.br

Entrevista exclusiva de Kruger para O Historiador do Futebol;

www.historiadocoritiba.com.br;

www.coritiba.com.br

www.parana-online.com.br;

www.futebolforca.com;

 

 

 

Aqui Marcelo Dieguez e o ídolo do Coritiba Kruger, durante a manhã de autógrafos no Espaço 100 Anos do Coritiba em 2009.

Foto= arquivo www.historiadordofutebol.com.br

 

Marcelo Dieguez visitou o amigo Kruger no Couto Pereira e pediu para gravar uma entrevista exclusiva, e prontamente Kruger permitiu, e contou sua história em uma entrevista histórica.

Vejam abaixo a Entrevista de Kruger para O Historiador do Futebol

 

Dias depois Kruger estaria em uma manhã de autógrafos e convidou Marcelo para que fosse registrar o momento e conhecer o Espaço 100 Anos do Coritiba, e também para conhecer o Presidente do Coritiba Jair Cirino, que também prontamente aceitou gravar uma entrevista exclusiva para nosso arquivo.

Aqui o Presidente do Coritiba Jair Cirino, que foi prestigiar a manhã de autógrafos de Kruger, Marcelo Dieguez e o grande ídolo do Coritiba Kruger.

Foto= www.historiadordofutebol.com.br

E no dia da entrevista Marcelo Dieguez levou um Certificado em homenagem ao Centenário do Coritiba para Jair Cirino e Kruger. 

Abaixo nosso amigo e Historiador Luiz Fernando Evaristo com Kruger, Luiz através do contato de Marcelo Dieguez foi até o Ídolo Kruger, onde mostrou as fotos do Britânia de outro amigo e Historiador James Skroch e também levou o Álbum de Figurinhas de 1969 para Kruger autografar na figurinha do Coriitba, sensacional pois Kruger ficou feliz em ver as relíquias e em saber que amigos estão publicando e resgatando sua história.

 

Abaixo Kruger autografa a figurinha do Coriitba do Álbum Craques do Futebol Paranaense de 1969.

Aqui novamente Marcelo Dieguez e Kruger durante a manhã de autógrafos no Espaço 100 Anos do Coritiba em 2009.

Foto= www.historiadordofutebol.com.br

 

 

"'Kruger, você faz parte da história do futebol, e eu seu amigo Marcelo Dieguez, o historiador não vou deixar sua história ser esquecida".