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JUNIOR, ex-lateral e meio-campo do Flamengo-RJ, Torino-Itália, Pescara-Itália, Seleção Brasileira e Seleção Brasileira de Beach.

 

Leovegildo Lins Gama Júnior, o famoso Júnior, nasceu no dia 29 de junho de 1954, na cidade de João Pessoa, no Estado da Paraíba.

É filho de Leovegildo Lins Gama e de Dona Wilma de Melo Gama. Tem três irmãos. Lino, o mais velho, atuou na seleção Brasileira de Voleibol; Luiz Eduardo (o Nena) que jogou na Portuguesa carioca e o caçula Leonardo.

Júnior é casado com Heloísa e tem três filhos: Juliana, Carolina e Rodrigo, o mais velho.


"Já que vim muito pequeno de João Pessoa, com a idade de cinco para seis anos, guardo poucas lembranças de minha terra. Recordo-me, mais ou menos, da fazenda do Tio Américo, casado com a irmã de minha saudosa avó Adiza.

Naquela grande propriedade eram realizadas as tradicionais festas juninas, fogueiras altas, quentões, milho assado, etc. etc. etc.
Entretanto, já no Rio, precisamente em Copacabana, as lembranças são, deveras, muito mais claras, como as brincadeiras de rua: "polícia e ladrão", "pique bandeira", "garrafão", "carniça" e, principalmente, as "peladas" na Domingos Ferreira, na área interna do 32, bem espaçosa, aliás, para servir de nosso campinho.

Depois, já com meus 13/14 anos, os primeiros torneios de futebol de areia pelo Juventus, desde a categoria mirim até ao primeiro time de adultos.


Lembro-me bem, quando tinha apenas 14 anos, joguei futebol de salão contra o time da Primeira Divisão do Clube Sírio e Libanês. Diante da minha boa atuação, fui convidado ao final da partida, para fazer parte do time infantil daquele clube.


O futebol de salão, no Clube Sírio e Libanês, sob a orientação técnica do Orozimbo, um profundo conhecedor do assunto, que exigia muita disciplina e empenho de todos os jogadores, foi muito importante.

Obtive ali a base, de quase toda minha técnica desenvolvida mais tarde, no futebol de campo.


Joguei no Clube Sírio e Libanês durante algum tempo, depois no Flamengo e em seguida no Centro Israelita Brasileiro (CIB), quando saí, definitivamente, para jogar no futebol de campo, retornando ao Flamengo.

Paralelamente, ao futebol de salão não deixei de praticar, também, o futebol de praia, no Juventus, a grande paixão que cultivo até hoje.

Lembro-me muito bem que, após os jogos ou treinos, ficava ouvindo o Tião, do Juventus e o Neném Prancha, contarem histórias sobre o futebol.

Confesso que as historinhas me prendiam muito e fazia o possível e o impossível para não deixar de ouvi-las.


Aos 16 anos, já jogava no time de adultos do Juventus e tinha alguns privilégios com o Tião.

O principal era ganhar um "sanduba" regado a refrigerante.

Outro, era a dispensa da obrigação de armar e desarmar o campo.


Em 1970, com o falecimento do Tião, muitas histórias do futebol de praia, particularmente do Juventus, também se apagaram, houve um vazio, porque faltavam, a garra e a raça que sempre soube implatar no seu time. Foi, de fato, um desaparecimento que muito me sensibilizou e me entristeceu na época.

 

Júnior começou a jogar como volante nos juvenis do Flamengo e depois improvisado na lateral-direita do time principal. Mais tarde, acabou passando para a lateral-esquerda, onde se consagrou definitivamente. Com 20 anos, já destacava o habilidoso jogador. Nos dez anos seguintes, Júnior foi um dos expoentes da geração mais vitoriosa da história do Flamengo.

Partida pelo Flamengo em 1979 com Pelé, junto com todo o time que havia sido Tricampeão Carioca, fazendo dupla com Zico na partida beneficente às vítimas de enchente de Belo Horizonte, este jogo foi contra o Atlético Mineiro em que acabou em 5 x 1.

Aqui Pelé quando jogou pelo Flamengo

Foto= arquivo www.flaestatistica.com

 

Aqui Junior e Pelé no jogo do Flamengo em 1979


Ao lado de Adílio, Andrade, Leandro, Tita, Zico, Mozer, Raul e outros, ajudou o Flamengo a conseguir um Tri-campeonato e o primeiro Campeonato Brasileiro, em 1980, além dos dois subseqüentes e, até então, uma das maiores glórias da história "rubro-negra": a Taça Libertadores da América.

Foto:arquivo www.historiadordofutebol.com.br

 

Em pé: Andrade, Marinho, Raul, Rondineli, Carlos Alberto e Júnior;

Agachados: Tita, Adílio, Nunes, Zico e Júlio César "Uri Geller".

Foto:arquivo www.historiadordofutebol.com.br

 

25/05/1980, onde o Flamengo venceu o Coritiba no Maracanã por 4 X 3.

Os gols do Flamengo foram marcados por: Nunes (2), Anselmo e Carlos Alberto.

Pelo Coritiba marcaram: Vilson Tadei, Aladim e Claudinho.

Foto:arquivo www.historiadordofutebol.com.br

 

Em pé: Raul, Mozer, Marinho, Nei Dias, Júnior e Andrade;

Agachados: Lico, Leandro, Nunes, Zico e Adílio.

 

Foto:arquivo www.historiadordofutebol.com.br

 

 

Foto:arquivo www.historiadordofutebol.com.br

 

E então começou a melhor fase de sua carreira, pois naqule ano conquistaria junto com aquele timaço o primeiro Campeonato Brasileiro para o Clube de Maior torcida do Brasil.

 

 

 

 

 

Foto:arquivo www.historiadordofutebol.com.br

Aquele certame, aliás, foi vencido brilhantemente com suor, lágrimas e sangue.

Os jogadores foram vítimas de violência de toda espécie, principalmente contra a equipe chilena do Cobreloa. Aliás, ao final desse jogo, Adílio estava com a orelha cortada e Lico com o supercílio aberto, sem contar as escoriações nos demais e a polícia entrava em campo a toda hora, intimidando os jogadores.


Infelizmente, em Santiago, não foi possível vencer aquele jogo, como não poderia deixar de ser. Entretanto, a outra partida em campo neutro, realizada no Estádio Nacional de Montevidéu, a supremacia técnica do Flamengo levou o time a uma grande exibição, que culminou com uma vitória fácil por 2 X 0.


No ano seguinte (1981), o Flamengo conquistava galhardamente, o seu maior título, o de CAMPEÃO MUNDIAL INTERCLUBES, ao vencer o Liverpol, da Inglaterra, no estádio de Tóquio, no Japão, pela contagem de 3 X 1.

Aqui os títulos conquistados em 1981 pelo Flamengo: A Taça Libertadores, a Copa Toyota e o Campeonato Mundial Interclubes.

A formação dos onze do Flamengo é aquele time que entrou para a história: Raul, Leandro, Marinho, Mozer, Junior, Andrade, Adílio, Zico, Lico, Tita e Nunes.

Marcelo Dieguez teve a oportunidade de conhecer 8 destes titulares, e registrou com fotos com Nunes, Andrade, Adílio, Júnior, Raul, Lico, Marinho e Tita.

Além de Carpegiani Técnico, Cantarelli o goleiro que mais jogou pelo Flamengo e Júlio César Uri Geller, todos jogadores que entraram para a História do Flamengo.

Destes já conseguimos registrar entrevistas em vídeo com : Raul Plassmann ( 2 entrevistas ), Marinho ( 3 entrevistas ), Tita ( 1 entrevista ), Carpegianni 1 entrevista , Andrade (1 coletiva da Homenagem na Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro e 1 no FLAMASTER EM 2015), Adilio (1 no FLAMASTER EM 2015), Zico ( 1 entrevista no CFZ EM 2015), Cantareli (1 entrevista em 2012 em Londrina).

 

 

 

Foto= arquivo www.flaestatistica.com.br

 

 

Aqui o segundo jogo dos 3 jogos das Finais da Libertadores de 1981.

 

 

Goleiro: Raul

Lateral-Direito: Leandro
Zagueiro: Marinho
Zagueiro:Mozer
Lateral-Esquerdo: Júnior

Volante: Adílio
Volante: Andrade
Meia: Zico

Ponta de Lança: Tita
Ponta de Lança: Lico
Centroavante: Nunes

Técnico: Paulo César Carpeggiani


Reservas: Cantarelli, Figueiredo, Peu, Anselmo, Nei Dias e Baroninho.

Foto:arquivo www.historiadordofutebol.com.br

 

 

Foto:arquivo www.historiadordofutebol.com.br

Em 24 anos de carreira, Júnior conquistou quase tudo que podia no futebol. No seu primeiro ano de profissional, 1974, já conquistara Campeonato Carioca com a camisa do Flamengo.

Sua estréia no time o profissional se deu no dia 6 de novembro de 1974, num amistoso contra o Operário de Mato Grosso, em Cuiabá, cujo resultado foi de 2 X 2.

No dia 23 de novembro, o seu primeiro jogo oficial no Campeonato Carioca, contra o Madureira, entrou no segundo tempo na lateral-direita, substituindo o titular Humberto Monteiro. Zico fez o gol da vitória de 1 X 0.


Já no jogo seguinte contra o Vasco, Júnior entrou de saída e assumiu definitivamente a posição de titular da lateral-direita, barrando Humberto Monteiro. Nesse jogo o Flamengo venceu os vascaínos por 3 X 1.


O primeiro gol de Júnior no Flamengo, aconteceu contra o América, no dia 1º de dezembro de 1974, na final do terceiro turno do Campeonato Carioca.

Depois de vencer a Taça Guanabara, o América jogava pelo empate para ser campeão. Ao Flamengo, só interessava a vitória, para ter o direito de disputar o triangular final com o próprio América e Vasco, que fôra campeão do segundo turno.


O América abriu a contagem, mas aos 23 minutos, chutando da intermediária, Júnior empatou e Zico, no segundo tempo, virou o jogo para 2 X 1, placar esse que permaneceu até ao final.

Com essa vitória, o Flamengo conquistou o terceiro turno, havendo, então, a necessidade de um triangular entre os três. O primeiro jogo do Triangular, no dia 08 de dezembro de 1974, foi Flamengo X América.

Aos 20 minutos do segundo tempo, o zagueiro Jaime abriu a contagem e depois, Júnior, com um chute do meio-de-campo, fez o segundo, gol este, aliás, que Pelé tentou e nunca conseguiu.

Logo em seguida, Manoel fez para o América, fechando a contagem em 2 X 1, para o Flamengo.


No segundo jogo, o Vasco empatou com o América por 2 X 2 e ao Flamengo bastou apenas empatar com o Vasco (0 X 0), para conquistar o título estadual de 1974.


Aqui a Seleção Brasileira na copa de 1982.
Em pé: Valdir Peres, Oscar, Leandro, Falcão,Luizinho e Júnior.

Agachados: Dirceu, Sócrates, Sérginho chulapa, Zico e Éder.

 

Aqui a Seleção Brasileira na Copa de 1986.

Em pé: Sócrates, Elzo, Júlio César, Edinho, Branco e Carlos.

Agachados: Paulo Isidoro, Muller, Junior, Careca, Alemão.

 

SELEÇÀO OLÍMPICA

Em 1976, Júnior foi convocado pelo saudoso técnico Cláudio Coutinho para a Seleção Brasileira, participando, assim, dos Jogos Olímpicos de Futebol, realizados em Montreal, no Canadá, quando passou a ser conhecido em todo o Brasil.


A seleção brasileira, muito boa por sinal, era formada por jogadores, embora não profissionalizados ainda, titulares dos seus clubes da primeira divisão, como Carlos, Edinho, Batista, Marinho, Júlio César e outros.

Estes, mais tarde, passaram a integrar a seleção brasileira principal, que disputou Copas do Mundo e outros torneios oficiais.


Nas Olimpíadas de Montreal, as seleções do Leste Europeu - Rússia, Alemanha Oriental e Polônia - se fizeram presentes com suas equipes principais, cujos jogadores, inclusive, além de não terem limite de idade, já haviam participado do Campeonato Mundial de 1974.

E isso foi muito vantajoso para eles, mais velhos e mais experientes do que os brasileiros, cujo jogador mais velho era de 22 anos.


Apesar dessa diferença, Júnior e seus companheiros ficaram em honroso 4º lugar, enquanto a Medalha de Ouro coube à Alemanha Oriental.

Essa colocação, na verdade, foi muito mais benéfica para os jogadores do que se poderia imaginar.

Eles ganharam bastante experiência. Até aquele certame, Júnior e seus companheiros não tinham o indispensável intercâmbio com outros países e enfrentaram equipes muito mais fortes que aquela Seleção Olímpica Brasileira.


Foi nessa seleção, aliás, que Cláudio Coutinho fez sua estréia como treinador de futebol e dos mais respeitados na época.

Júnior tem dito sempre que nas Olimpíadas existe um espírito completamente diferente dos Campeonatos Mundiais de Futebol. Isso porque - explica - na Vila Olímpica, a integração, a camaradagem, o intercâmbio de presentes e souvenirs eram espontâneos e geral.

Funcionava como "moeda" (de troca) entre todos os competidores e - no dizer do próprio Júnior - era algo de indiscritível.


No ano 2000, Júnior voltou a participar de uma Olimpíada.

Desta feita, em Sidney, na Austrália, mas como comentarista.

Fora da Vila Olímpica, já não mais como atleta, mesmo assim, reviveu um pouco do que é participar desse evento, que considera como a maior competição esportiva do mundo.

 

ITÁLIA

O passe de Júnior foi vendido ao Torino, da Itália, em julho de 1984, permanecendo ali três anos.

Os torcedores do clube o tratavam como ídolo, enquanto seus colegas o admiravam.

Foi ele quem incutiu nos companheiros o espírito de união entre todos, inclusive com os dirigentes.

Em domingos alternados, o Torino jogava em sua cidade e nessas ocasiões, Júnior organizava sempre, após os jogos, um jantar fraterno de todos os jogadores e respectivas esposas, num conhecido restaurante, "O Pirata", que reservava o salão do subsolo para receber o Torino.


Para que se tenha uma idéia do sucesso desses jantares, um rico diretor comprometeu-se, doravante, a pagar do próprio bolso, todos os jantares cujas despesas, antes, eram divididas entre os jogadores.

Diante deste crescer infindável de prestígio, o técnico Gigi Radice, não teve como esconder o "ciúme" da enorme popularidade de Júnior em Turim e, por isso mesmo, não se esforçou em prol da renovação do seu contrato.


Em 1987, a terceira escala na carreira: O pequeno Pescara, da cidade que lhe empresta o nome.

Júnior permaneceu ali por dois anos, com maior prestígio ainda.

Era o capitão do time, aumentando ainda mais sua popularidade no país, onde passou a gozar da simpatia da maioria dos torcedores italianos.

Para se ter uma idéia, ele chegou a comandar um programa semanal na televisão em Pescara, era um programa esportivo de grande audiência, com notícias, entrevistas, curiosidades, etc., tudo sobre o mundo esportivo e em particular do futebol.


No seu segundo ano de Pescara, Júnior foi escolhido o melhor jogador estrangeiro da seleção de inverno e ficou entre os 11 melhores de todo o Campeonato Italiano, destaque que cresce de importância ,se considerar que o Pescara era um dos menores, se não o menor, time do Campeonato.

Apesar disso, nem o fato do Clube ter caído para a Segunda Divisão abalou seu prestígio.


Assim, nesses cinco anos na Itália, Júnior ganhou muito prestígio, conforto e segurança financeira.

Enfrentou o idioma com a maior facilidade, os costumes e uma temperatura bastante baixa, com o mesmo talento e galhardia do seu futebol.

Foi naquele país que Júnior descobriu a sua melhor posição em campo.

É que, atuando pelo meio, tinha liberdade para se colocar onde quisesse: ao avançar, podia finalizar como fez várias vezes com sucesso e, quando recuado, fazia com maestria os lançamentos e as viradas do jogo de um lado para outro.


Em virtude dessas atuações espetaculares, Júnior recebeu e recusou dos Clubes Áscoli e Fiorentina, ótimas propostas para a qualquer jogador.

É que ele já tinha decidido retornar ao Brasil, saudoso que estava do convívio dos parentes e amigos, além do desejo de encerrar sua carreira no clube de seu coração, o Flamengo.


A despedida de Júnior do futebol italiano foi inesquecível.

Poucos jogadores tiveram um "adeus" tão marcante.

Os dirigentes organizaram uma bela festa, em 1º de junho de 1990, com o Estádio do Pescara completamente lotado.

Depois de fogos, raios lazer, filmagens, fotografias, televisão e, na presença de altas autoridades civis e desportivas, foi realizada uma partida de futebol entre as seleções brasileira e italiana, que se haviam enfrentado na Copa de 1982, vencida pela Itália.


Tal jogo de despedida, conhecido depois como a vingança do Brasil daquele derrota, a equipe brasileira obteve retumbante vitória de 9 X 1, com Júnior fazendo um gol. Os demais foram de Serginho Chulapa 2; Zico 2; e Dirceu 2; Falcão, Roberto Dinamite e Batista, um cada. Para a Itália, marcou Bruno Conti.


Na época Júnior estava em negociações com o Flamengo, a fim de retornar ao Brasil e nessa altura, com seus 36 anos, para qualquer outro seria menos fácil.

Possuidor, porém, de um preparo físico excepcional e ainda com todas aquelas suas qualidades futebolísticas de super-craque, Júnior foi contratado pelo Flamengo e ainda teve fôlego suficiente par comandar o time "rubro-negro" rumo à conquista da Copa do Brasil e do Campeonato Carioca de 1991, o sexto de sua carreira.


O maior feito de Júnior nesta sua segunda passagem pelo Flamengo, foi aos 38 anos e já repleto de cabelos brancos, comandar um time de garotos do Flamengo, rumo ao título do Campeonato Brasileiro de 1992, o quarto em sua carreira e, até então, o último conquistado pelo clube.

No ano seguinte, Júnior "pendurou" as chuteiras vitoriosas, como recordista em números de jogos na história do Flamengo, num total de 865 e 74 gols com a camisa "rubro-negra".

No rubro-negro carioca Casagrande chegou em meados da temporada para compôr o elenco que havia conquistado o Campeonato Brasileiro no ano anterior, mas que estava prestes a aposentar um dos seus maiores ídolos: Junior.

 

Abaixo o Flamengo de 1993, onde vemos em pé: Casagrande, Índio, Fábio Bainao, Rogério, Adriano e Júnior;

Agachados: Nélio, Fabinho, Luis Antonio, Magno e Rodrigo Mendes.

Jogo realizado no dia 19/08/1993 no Estádio Giuseppe Meazza, em Milão na Itália. Partida contra o Zaragoza da Espanha pelo Torneio de Milão, em que Luis Antonio fez o gol da vitória por 1 x 0.

 


 

Depois de se "aposentar", Júnior ainda teve duas passagens pelo Flamengo, em 1994 e 1997, sendo que, desta feita, como técnico.

Paralelamente, à vitoriosa carreira futebolística de Júnior não se resumiu ao Flamengo.

Ele disputou nada menos que 88 partidas pela Seleção Brasileira, incluindo a Copa do Mundo de 1982, quando a Seleção sofreu derrota diante a Itália, até hoje considerada como a mais injusta que já lhe foi infligida.


O mesmo aconteceu em 1986, quando o Brasil foi eliminado pela França nos pênaltis, acabando com o sonho do tetra-campeonato mundial, que viria mais tarde.

Embora sem conquistar os referidos títulos de 1982/ 1986, Júnior repetiu as atuações primorosas que tinha com a camisa do Flamengo e que o levaram à Seleção Brasileira.


Júnior fez sete gols com a camisa "canarinho", nome este, aliás, que ele perpetuou com a gravação, às vésperas da Copa de 1982, da música "Voa Canarinho", que emplacou um disco de platina duplo (mais de 500 mil cópias).


Mais um talento de multifacetado Júnior, que foi considerado um jogador completo, por atuar em todas as posições, exceção a de goleiro.

Chutava com as duas pernas, com as quais batia faltas e escanteios espetaculares, além de sua grande visão de campo, cujos "atalhos" conhecia muito bem e por isso não levava desvantagens com adversários aparentemente mais velozes.


Por tudo o que foi esplanado, Júnior faz parte da Seleção do Flamengo de todos os tempos e foi votado como um dos maiores gênios do futebol brasileiro, aliás, na época da Copa, foi considerado, também, o maior lateral esquerdo do mundo.

BEACH SOCCER


beach soccer foi criado pelo italiano Giancarlo Signorini, que em 1993 telefonou ao Júnior para expor sua idéia e conseqüentemente, contar com seu apoio e prestígio no Desenvolvido por de seu novo futebol de areia.

Depois de estudar os prós e contras, Júnior concordou e ajudou a organizar o primeiro torneio, vencido pelo Brasil numa final contra a Argentina, por 5 X 4.


Depois de trocarem muitas idéias, Júnior e Jean aprimoraram as regras, arbitragens, dimensões do campo, que eram menores, e então organizaram o primeiro Mundialito realizado no Rio de Janeiro.

Depois do sucesso, algumas empresas promotoras de eventos criaram parceria e partiram para outros mundiais.


Desde então, Júnior vem se destacando no beach soccer, sendo considerado o melhor jogador do mundo, nesse mister.


No primeiro mundial, Júnior foi o artilheiro com 12 gols, ao lado de Altobelli (da Itália) e eleito o melhor jogador.


No terceiro mundial, foi também o artilheiro com 11 gols, ao lado de Venâncio Ramos e eleito novamente o melhor jogador.


No quarto mundial, voltou a ser o artilheiro com 14 gols e novamente escolhido como o melhor


No sexto mundial, foi outra vez o artilheiro, com 13 gols e também escolhido como o melhor jogador.

Finalmente, a Primeira Copa Intercontinental, onde voltou a ser o artilheiro com seis gols e o melhor jogador da Copa.


Hoje, apesar de seus cabelos brancos, que não são poucos, Júnior continua em excelente forma, atuando na Seleção Brasileira e Carioca de Beach Soccer, esporte em que ele continua sendo considerado, também, como melhor jogador do mundo.


Depois de ter desistido da carreira de técnico de futebol, Júnior passou a ser um dos melhores comentarista de futebol da televisão brasileira, trabalhando (nas noites de quarta e nas tardes de domingo) no microfone da Rede Globo de Televisão.

PREDESTINADO


Você que leu toda esta biografia com atenção, do início ao fim, certamente concordará que Leovegildo Lins Gama JÚNIOR, é um predestinado.

Poucos atletas são possuidores de uma carreira digna de um currículo desta natureza, com resultados fantásticos.


De tudo isso, ficou comprovado que, mesmo com o surgimento de grande número de bons laterais (alas), não só o Flamengo, mas a própria Seleção Brasileira buscam, até hoje, um substituto à sua altura.


Na grama, na Copa de 1982, foi considerado o maior lateral-esquerdo do mundo.

Na areia (beach soccer) foi igualmente reconhecido como o melhor do mundo na modalidade.

Além disso, como poucos, participou também de uma olimpíada.

Na música, - pasmem ! - Recebeu um "DISCO DE PLATINA DUPLO" com a gravação do "VOA CANARINHO". E agora, por enquanto, em outro setor do esporte, está também sendo considerado como um dos melhores comentaristas esportivos do Brasil.


Isso posto, que ninguém se surpreenda se brevemente ele vier a receber, também, um troféu como o melhor comentarista esportivo do ano. Quem viver verá...

RECADO DO MAESTRO

"Bem, acho que a grande dica para a garotada, é começar a praticar esportes, seja ele qual for. É lógico que os apaixonados pelo futebol, ou mesmo que tenham qualquer tipo de ligação com essa modalidade, pensem em praticá-la.

Entretanto, neste caso, não se deve iludir e pensar que se transformará logo num jogador profissional famoso e ficar milionário. Não, nada disso. O jovem praticante deve fazê-lo, mas sempre pensando em se exercitar, em divertimento e lazer, principalmente quando estiver iniciando no esporte.
Entretanto, mais tarde, já com certa idade e alguma experiência de vida, terá o discernimento necessário para entender e sentir do que será capaz no seu aprendizado. Aí sim, pode encarar o assunto diferente, pois com a certeza de que saberá desenvolver esse potencial, poderá pensar mais seriamente em sua carreira. Quando isso acontecer, deverá fazê-lo na hora certa, não deixando passar a oportunidade.
Praticando esporte, qualquer que seja a modalidade - como disse acima - o jovem estará, automaticamente, se afastando cada vez mais de coisas e ambientes nocivos à sua formação e quiçá à sociedade. Além disso, o mais importante de tudo, é que os esportistas fazem o que gostam. O esporte junto à cultura, completa os verdadeiros alicerces de uma formação futura, física, moral e até mesmo social.
Assim sendo, qualquer que seja a modalidade do esporte escolhida, é de suma importância sua prática, de preferência nos primeiros anos de vida, seja ele o beach soccer, futebol, tênis, basquete, vôlei, atletismo, etc.
Finalizando, o importante, o fundamental, é ser esportista. Isso porque, a grande maioria dos que praticam ou estão praticando esporte, conseguiram ou estão conseguindo uma consolidada base moral, indispensável à formação do cidadão."

 

 

 

 

 

Publicado por: Murilo Dieguez

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Fonte de Pesquisa:

acervo www.historiadordofutebol.com.br

www.maestrojunior.com.br

 

 

Junior Campeão Mundial pelo Flamengo em 1981

Aqui o Ídolo Junior com Marcelo Dieguez em 2004 após o Treino do Flamengo na Gávea, vejam que estamos pisando no gramado da Gávea, local sagrado inaugurado em 1938, e ali foi onde ganhamos o primeiro TriCampeonato Carioca da História do Flamengo nos anos de 1942/43/44, com um gol do argentino Augustin Valido aos 42 minutos do segundo tempo na vitória de 1 x 0 sobre o Vasco da Gama.

Foto= www.historiadordofutebol.com.br

 

 

 

"Júnior, você faz parte da história do futebol, e eu seu amigo Marcelo Dieguez, O Historiador não vou deixar sua história ser esquecida".