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JAIR ROSA PINTO, ex-meio-campo do Madureira, Vasco, Flamengo, Palmeiras, Santos, São Paulo, Ponte Preta, Seleção Carioca, Seleção Paulista e Seleção Brasileira.

 


Jair Rosa Pinto nasceu no dia 21/03/1921 em Quatis, que na época era um distrito de Barra Mansa (hoje é um município emancipado), Rio de Janeiro.

Por isso, ficou conhecido como "Jajá de Barra Mansa".

Confiram abaixo a entrevista que ele concedeu quando esteve presente ao programa "Casaca no Rádio", da Rádio Bandeirantes AM em 2003:

As novas gerações de vascaínos tiveram a chance de conhecer um dos maiores craques da história do futebol brasileiro e integrante do "Expresso da Vitória", a máquina vascaína das décadas de 40 e 50: o ex-atacante Jair Rosa Pinto, na época com 82 anos, esteve presente ao programa "Casaca no Rádio", da Rádio Bandeirantes AM (1360 kHz - Rio de Janeiro), contando um pouco de sua vida e sua carreira.

Apesar de ter iniciado sua carreira profissional aos 16 anos, no Barra Mansa, e chegado ao Madureira em 1938, Jair já havia jogado, como amador, nas categorias de base do Vasco:

"O que pouca gente sabe é que eu comecei no próprio Vasco, no Infantil. Mas o técnico da época, um ex-jogador do Vasco chamado Kuko, argentino, disse que tinha gente demais e me mandou embora. Eu então voltei para Barra Mansa, pois ainda estava estudando", revela Jair.

Juntamente com os atacantes Lelé e Isaías, Jair foi contratado pelo Vasco em 1943.

O trio, que ficou conhecido como "Os Três Patetas", fez parte das primeiras formações do "Expresso da Vitória", o vitorioso esquadrão vascaíno dirigido pelo treinador uruguaio Ondino Viera e, mais tarde, por Flávio Costa.

"Ondino Viera era técnico do Fluminense e acertou comigo numa tarde. À noite, ele foi contratado pelo Vasco, então me ligou e disse que eu não iria mais para o Fluminense e, sim, para o Vasco", conta Jair. E completa: "Ondino Viera mandava em tudo. Foi ele que arrumou o Vasco. Hoje, nem o Eurico mandaria nele", revelando a seguir que é admirador do presidente vascaíno.

Ao todo, Jair Rosa Pinto fez 71 jogos pelo Vasco, com 44 vitórias, 18 empates e nove derrotas, e assinalou 27 gols (média de 0,39 gol por jogo). Conquistou seis títulos com a camisa cruzmaltina: o Campeonato Carioca invicto de 1945, o tricampeonato do Torneio Municipal em 1944, 1945 e 1946, o Torneio Relâmpago de 1944 e Torneio Início de 1944.

Em 1946, no entanto, revoltou-se com a diretoria vascaína e se transferiu para o Flamengo:

"Eu e o Ademir ganhávamos 20 mil e os outros ganhavam 40 mil. Isso não era certo", recorda.

Curiosamente, Jajá deixou o clube da Gávea rumo ao Palmeiras após sofer uma goleada por 5 a 2 para o próprio Vasco, em São Januário, no dia 21 de agosto de 1949 (dia do aniversário de 51 anos do Vasco). Neste jogo ele foi acusado de "estar na gaveta" (ter sido subornado), o que nega veementemente:


"O que aconteceu foi que o Major Póvoas (dirigente do Vasco na época) descobriu onde ficava a concentração do Flamengo em Jacarepaguá e almoçou comigo. Como naquele dia ninguém jogou nada, o Ary Barroso (compositor e locutor, ferrenho torcedor rubro-negro) inventou essa história", esclarece o craque.


No Parque Antártica, conquistou o Paulista de 1950, o Rio-São Paulo de 1951 e a Copa Rio de 1951.

 

 

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Jair ainda atuou no Santos, onde testemunhou o surgimento de Pelé, ganhou três Paulistões (1956, 1958 e 1960).

 

 

E ele voltou a vestir a camisa do Vasco em 1957, ao lado de Pelé, jogando pelo Combinado Vasco-Santos que fez três amistosos no Maracanã.

Depois, jogou no São Paulo.

 

 

Encerrou sua carreira em 1963 na Ponte Preta, aos 42 anos.

Como técnico, dirigiu oito clubes, mas sem o mesmo sucesso.

O "Jajá de Barra Mansa" ainda foi titular da Seleção Brasileira campeã sul-americana em 1949 e vice-campeã do mundo em 1950. Os nove gols que marcou no Sul-Americano de 1949 valeram-lhe não só a artilharia da competição como também o recorde, até hoje não superado, de gols em uma única edição da Copa América. Jair marcou, no total, 24 gols em 41 jogos com a camisa da Seleção.

O talento de Jair Rosa Pinto aparentemente é genético: seu tio, Orlando Rosa Pinto, jogou por 10 anos no Vasco (de 1932 a 1942) e foi campeão carioca em 1934 e 1936; e seu sobrinho, Roberto Pinto, jogou no Vasco entre 1956 e 1961 e conquistou o Rio São Paulo de 1958 e os títulos cariocas de 1956 e 1958 (neste último, que ficou conhecido como "Super-super", ele fez o gol do título, no empate por 1 a 1 contra o Flamengo).

Sobre a decisão do "Super-super", no entanto, Jair guarda uma mágoa:

"Eu jogava no Santos e vim ao Rio para ver a decisão. Não me deixaram entrar no vestiário. Eu disse: 'Vocês acham que eu vou subornar o meu sobrinho?'", reclama Jajá.


Números no Vasco

Jogos: 71
Gols: 27
Média (gols/jogo): 0,39
Vitórias: 44
Empates: 18
Derrotas: 9
Primeiro jogo: 14/02/1943 - Palmeiras 1x1 Vasco - Amistoso
Primeiro gol: 14/02/1943 - Palmeiras 1x1 Vasco - Amistoso
Último gol: 19/10/1946 - Vasco 4x3 Bonsucesso - Campeonato Carioca
Último jogo: 09/11/1946 - São Cristovão 1x1 Vasco - Campeonato Carioca

Títulos pelo Vasco

Torneio Início (1944)
Torneio Relâmpago (1944)
Torneio Municipal (1944)
Torneio Municipal (1945)
Campeonato Carioca (Invicto) (1945)
Torneio Municipal (1946)

 

Flamengo


Pelo Flamengo, Jair Rosa Pinto fez parte de uma grande equipe rubro-negra, composta por craques como Zizinho, Durval, Esquerdinha, Biguá, Bria dentro outros.

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Em sua passagem pelo Flamengo um dos principais jogos de Jair pelo clube foi o amistoso internacional contra o Arsenal, jogo em que Jair fez 2 gols e acabou com qualquer chance de vitória do time inglês.

No geral em sua passagem pelo Flamengo disputou 87 jogos tendo marcado 62 gols, em sua passagem conquistou somente 3 Títulos pelo clube, mas deixou saudade na torcida rubro-negra.

No ano seguinte ao sair da Gávea Jair disputou a Copa do Mundo de 1950 no Brasil sendo um dos destaques da Seleção no mundial.

Títulos pelo Flamengo:

Campeão do Troféu César Aboud (MA): 1948;
Campeão do Troféu Embaixada Brasileira na Guatemala: 1949;
Campeão do Troféu El Comitê Nacional Olímpico da Guatemala: 1949

 

Estatísticas no Flamengo:

Ano

Jogos

Gols Marcados

Média

Cartão Amarelo

Cartão Vermelho

1947

35

22

0,63

-

-

1948

34

26

0,76

-

-

1949

18

14

0,78

-

-

Total

87

62

0,71

-

-

 

Palmeiras

Uma das partidas mais importantes da sua carreira foi a decisão do Campeonato Paulista de 1950.

Seu time, o Palmeiras, precisava de um empate, mas perdia por 1x0 para o São Paulo num campo enlameado.

No intervalo, Jair deu uma dura como nunca se viu em seus companheiros, exigindo um reação.

Quando começou o segundo tempo, ele saiu driblando os adversários e as poças d’água, dando o passe na medida para o centroavante Aquiles.

O resultado de 1x1 garantiu o titulo e Jair se transformou em herói do Palmeiras, aquela final ficou conhecida como o “Jogo da Lama”.

Além disso em 1951 conquistou o Campeonato Mundial pelo Palmeiras, Torneio Rio-São Paulo de 1951.

Fez 241 partidas e 71 gols com a camisa do Palmeiras.

Números na Seleção Brasileira

Período: 1940 a 1956
Jogos: 41 (39 oficiais)
Gols: 24 (22 em jogos oficiais)

 

Títulos pela Seleção Brasileira

Copa Rocca (Seleção Brasileira - 1945)
Copa Rio Branco (Seleção Brasileira - 1947)
Campeonato Sul-Americano (Seleção Brasileira - 1949)

Obs: Vice-campeão do mundo em 1950 - 5 jogos e 1 gol na Copa
Artilheiro do Sul-Americano 1949 com 9 gols - recorde até hoje

Clubes como jogador

Barra Mansa-RJ (1937-1938)
Madureira-RJ (1938-1942)
Vasco-RJ (1943-1946)
Flamengo-RJ (1947-1949)
Palmeiras-SP (1950-1955)
Santos-SP (1956-1960)
São Paulo-SP (1961)
Ponte Preta-SP (1962-1963)

Títulos como jogador

Torneio Início (Vasco - 1944)
Torneio Relâmpago (Vasco - 1944)
Torneio Municipal (Vasco - 1944)
Torneio Municipal (Vasco - 1945)
Campeonato Carioca (Invicto) (Vasco - 1945)
Copa Rocca (Seleção Brasileira - 1945)
Torneio Municipal (Vasco - 1946)
Copa Rio Branco (Seleção Brasileira - 1947)

Campeão do Troféu César Aboud (MA): (Flamengo-1948)

Campeão do Troféu Embaixada Brasileira na Guatemala (Flamengo-1949)

Campeão do Troféu El Comitê Nacional Olímpico da Guatemala: (Flamengo-1949)
Campeonato Sul-Americano (Seleção Brasileira - 1949)
Campeonato Paulista (Palmeiras - 1950)
Taça Cidade de São Paulo (Palmeiras - 1950)
Torneio Rio-São Paulo (Palmeiras - 1951)
Copa Rio (Palmeiras - 1951)
Taça Cidade de São Paulo (Palmeiras - 1951)
Campeonato Paulista (Santos - 1956)
Campeonato Paulista (Santos - 1958)
Campeonato Paulista (Santos - 1960)

Clubes como treinador

São Paulo-SP, Juventus-SP, Ponte Preta-SP, Madureira-RJ, Olaria-RJ, Santos-SP, Vitória-BA e Fluminense-RJ.

Jair Rosa Pinto morreu por volta de 1h30 do dia 28 de julho de 2005, com 84 anos. Ele estava internado há 15 dias no Hospital da Lagoa e morreu em decorrência de uma embolia pulmonar. O velório aconteceu na capela D do Cemitério do Caju, na Zona Portuária do Rio.

Jair, que odiava ser chamado de Jair "da" Rosa Pinto, só não se conformava de não ter ganho a Copa de 50. ''Isso eu vou levar para a cova, mas, lá em cima, perguntarei para Deus por que perdemos o título mais ganho de todas as copas, desde 1930'', brincou.
Jair Rosa Pinto deixa viúva, Maria Célia, os filhos Luis Antônio e Jair Antônio e seis netos.

 

 

 

Publicado por: Murilo Dieguez

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Fonte de Pesquisa:

acervo www.historiadordofutebol.com.br

www.netvasco.com.br;

JB Online;

www.flamengo.com.br;

www.palestrinos.com.br,

 

 

 

 

 

 

"Jair Rosa Pinto, você faz parte da história do futebol, e eu Marcelo Dieguez O Historiador não vou deixar sua história ser esquecida".