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Jaguaré, ex-goleiro do Atlético Santista, Vasco da Gama,Corínthians, Barcelona-ESP e Olimpique de Marselha.

 

Aqui Jaguaré em 1938 no Olimpique

Jaguaré
Nome: Jaguaré Bezerra de Vasconcelos
Apelido: Babilônia, Dengoso e Le Jaguar
Nascimento: 14/07/1905 - Rio de Janeiro/RJ
Falecimento: 27/10/1940-Santo Anastácio-SP
Posição: Goleiro

 

Antes de se projetar no cenário futebolístico como goleiro, Jaguaré foi lateral, ponta, meia e centroavante.

Jaguaré Bezerra de Vasconcelos nasceu no dia 14 de maio de 1905 na cidade do Rio de Janeiro, o filho de Antônio Bezerra de Vasconcellos e de Raimunda Tavares de Vasconcellos.

No bairro carioca da Saúde, lugar habitado na sua esmagadora maioria por famílias pobres, cresceu o menino Jaguaré. Localizado nas margens da Baía de Guanabara, a Saúde era um dos cinco bairros cariocas que partilhavam o porto da Cidade Maravilhosa, sendo por isso vulgar que a maioria dos seus habitantes - quase todos afro-descendentes - estivesse profissionalmente ligada à estiva. O caminho de Jaguaré não foi diferente dos seus conterrâneos, e ainda muito novo troca as brincadeiras de criança pela dureza do cais, onde abraça a profissão de estivador.

Nas peladas do Cais do Porto, lugar que trabalhava, foi descoberto pelos jogadores Espanhol e Peixoto que o levaram para jogar pelo extinto Pereira Passos, mais tarde ambos foram para o Vasco e Espanhol novamente levou Jaguaré com ele em 1928.

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Na Colina Histórica começava o reinado de Harry Welfare, inglês tradicional que gostava de ver seus jogadores bem vestidos, Jaguaré, nesse quesito, deixava a desejar na opinião de Welfare: usava boné de marinheiro, camisa fora do calção e meias arriadas.

Estreou no segundo quadro, onde jogou apenas uma partida, logo passando para o time principal e sendo colocado na reserva do goleiro Waldemar.

Tinha apenas 10 dias de Vasco quando agarrou a chance de ser titular na partida contra o Fluminense.

O jogo terminou empatado em 0x0 e sua atuação foi tão espetacular que Jaguaré se tornou a sensação da cidade. Passou a ser chamado “Jaguaré, sua majestade o Babilônia”, um dos muitos apelidos que ganharia ao longo da carreira, como “Dengoso” e “Le Jaguar”, esse da época dos gramados franceses.

Esse foi apenas um dos muitos feitos espetaculares de sua carreira.

Outro exemplo foi o jogo entre as seleções carioca e paulista, quando defendeu um pênalti cobrado por Grané, que se vangloriava de ter o chute mais potente do Brasil, chamado de ‘Grané Canhão 420’, em alusão ao canhão mais potente da época.

Esse chute foi tão forte que o fez cair dentro do gol e a defesa o tornou ainda mais querido pelos torcedores.

Tornou-se famoso também pela irreverência, a cada jogo inventava uma jogada diferente, como em uma partida contra o Bangu, em que dando um tapa na bola, driblou o atacante Ladislau do Bangu por duas vezes para delírio da torcida vascaína.

Em outras oportunidades, após fazer a defesa, atirava a bola na cabeça dos adversários para depois pegá-la novamente.

Histórias de Jaguaré

São muitas as histórias que eternizam as brincadeiras - de mau gosto, para alguns - do guarda-redes nos anos em que este defendeu a baliza vascaína, algumas delas guardadas no livro "O Negro no Futebol Brasileiro", da autoria de Mário Filho, destacando-se entre muitas aquela em que Jaguaré num jogo ante o América «quase mata Alfredinho de raiva. Primeiro, defendeu um chute do atacante americano somente com uma das mãos. Depois atirou a bola na cabeça de Alfredinho para fazer nova defesa». Lances como este ficariam celebrizados na história do jogo como as molecagens de Jaguaré. E foram tantas...

Assim era Jaguaré, e os estádios enchiam para ver suas defesas e deliciarem-se com o modo moleque como atuava. Ficou na lembrança de todos o seu modo de defender a bola, a “bichinha” em suas palavras, a girava com a mão e depois a equilibrava na ponta do dedo.

Jaguaré também era bom com os pés, seu chute era mais certeiro e mais potente do que muitos atacantes e ele, claro, se vangloriava disso.

Essa arma era utilizada quando algum goleiro ia fazer teste no Vasco, Jaguaré dizia que iria testá-lo e mandava a bomba. Repetidamente. No dia seguinte tal goleiro não era mais visto em São Januário. Em uma época diferente da atual, onde os atletas dependiam do bicho para sobreviver, jogar uma partida era questão de vida ou morte para Jaguaré, como descobriu um dia Harry Welfare ao tentar barrá-lo. O Dengoso garantiu sua titularidade apontando uma faca ao velho inglês.

Também faz parte do folclore em torno de Jaguaré seu hábito de dormir até 10 minutos antes das partidas, fossem elas amistosos ou decisões. Depois de ser delicadamente acordado por Welfare, molhava a cabeça na torneira do vestiário e entrava em campo tranqüilamente.

 

Jaguaré na seleção

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A veia artística de Jaguaré não passa despercebida aos responsáveis pela seleção brasileira, sendo que entre 1928 e 1929 o goleiro é chamado por três ocasiões ao escrete - que ainda não era canarinho - para a disputa de partidas amigáveis ante as equipas do Motherwell (Escócia), do Barracas (Argentina), e do Rampla Juniors (Uruguai). 

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 Pela Seleção Brasileira Principal (1928/1929): 3 jogos, 3 vitórias.
Gols: levou 3.
1 - 24.06.1928 - 5 x 0 Motherwell (ESC)
2 - 06.01.1929 - 5 x 3 Barracas (ARG) (-3)
3 - 24.02.1929 - 4 x 2 Rampla Juniors (URU)

Amistoso em 1929 – Seleção do Brasil 5 x 3 Sportivo Barracas (Argentina)

Abaixo Jaguaré o primeiro da esquerda na Seleção Brasileira

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Abaixo o Sportivo Barracas da Argentina

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Partida realizada na data de 6 de janeiro de 1929, no Estádio de São Januário, do CR Vasco da Gama, no Rio de Janeiro.

Juiz: Edgard Gonçalves (Brasil)

Gols: Grané (2), Nilo, Paschoal e Feitiço (BR) e Landolfi (2) e Luna (SB)

Brasil: Jaguaré, Grané e Hespanhol. Serafini, Amilcar e Mola. Paschoal, Nilo, Heitor (Araken), Feitiço e De Maria.

Barracas: Diaz, Cherro e Moyano. Clemente, Amadeo e Célico. Simonsini, Marassi, Muñoz, Landolfi e Luna.

Fonte: jornal “A Gazeta”.

 

Abaixo Jaguaré o primeiro da esquerda na Seleção Brasileira

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CLUBE DE REGATAS VASCO DA GAMA – CAMPEÃO DO TORNEIO INÍCIO CARIOCA – 1929

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Por muitos anos as ligas, associações e federações que antecederam a atual FFERJ promoviam festivais que abriam a temporada de futebol, preparatório aos campeonatos. Era o chamado Torneio Initium (Início), realizado em um único dia, em um mesmo campo, e com a participação de vários clubes.

   Os jogos corriam em dois tempos de 10 minutos cada; exceto a final com 30 minutos para cada tempo, em jogos eliminatórios cujo desempate se dava pelo maior número de escanteios quando houvesse igualdade de gols.

   Na foto vemos a final do Torneio Initium promovido no domingo, 31 de março de 1929 em São Januário, no exato momento do gol de Mario Mattos que deu a vitória ao Vasco contra o América por 1 a 0.

   O torneio contou com as equipes do Vasco, Bonsucesso, Andaraí, Botafogo, Flamengo, Fluminense, S. C. Brasil, Bangu, América e São Cristóvão.

   O Vasco jogou a final com Jaguaré, Hespanhol e Italia; Brilhante, Tinoco e Molla; Paschoal, Fausto, Russinho, Mario Mattos e Sant'Anna, substituto de Bahianinho, titular nas partidas anteriores.

   No detalhe podemos registrar para a memória vascaína a já existência da famosa quadra de basquete junto a curva, e que substituiu a primitiva quadra de tênis inaugurada antes mesmo do próprio Stadium Vasco da Gama.

Foto: Careta. Edição, texto, retoque digital: Memória Vascaína

 

 O CAMPEÃO CARIOCA DE 1929

 

A equipe base do Club de Regatas Vasco da Gama, que levantou o título de campeão de futebol do Distrito Federal organizado pela AMEA!

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   A vitória foi conquistada no stadium da rua Guanabara (atual rua Pinheiro Machado) em uma melhor de três contra o America Foot-Ball Club, após dois empates (0 X 0 e 1 X 1) e uma espetacular vitória de 5 a 0 no terceiro e último jogo realizado no dia 24/11/1929.

   Na foto temos os seguintes campeões: Mario Mattos, Carlos Paes (84), Nesi, Jaguaré, Itália, Molla, Bahianinho; Tinoco, Brilhante e Moacyr, popularmente conhecido como Russinho.

   Fora da formação, atrás de Itália: Paschoal. Integrava também o elenco vascaíno: Fausto, o Maravilha Negra, o maior center-half do país naquele tempo!

   Foto digital gentilmente cedida por Paulo Fernandes - Edição, restauração, retoque e arte sobre imagem digital: Memória Vascaína. Acervo de Fabrício Lobo, sobrinho-neto do zagueiro Itália

 

Abaixo outra foto do Vasco de 1929 vindo do blog: sosumulas.blogspot.com

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 Abaixo os jogos:

1º Jogo

VASCO DA GAMA (RJ) 0 X 0 AMÉRICA (RJ)

Data: 10/11/1929

Campeonato carioca

Local: Estádio de Laranjeiras

Árbitro: Jorge Marinho (Fluminense F.C.)

VASCO DA GAMA: Jaguaré; Brilhante e Itália; Tinoco, Fausto e Mola; Pascoal,84, Russinho, Mario Matos e Santana / Técnico: Henry "Harry" Welfare

AMÉRICA: Joel; Penaforte e Hildegardo; Hermógenes, Floriano e Mário Pinto; Gilberto, Oswaldinho, Sobral, Telê e Miro / Técnico: Jaime Pereira Barcellos.

 

2º Jogo

VASCO DA GAMA (RJ) 1 X 1 AMÉRICA (RJ)

Data: 14/11/1929

Campeonato carioca

Local; Estádio de Laranjeiras

Árbitro: Jorge Marinho (Fluminense F. C.)

Renda: Cr$ 82.645$000

Gols: Russinho; Oswaldinho

VASCO DA GAMA: Jaguaré; Brilhante e Itália; Tinoco, Fausto e Mola; Pascoal, 84, Russinho, Mario Matos e Santana / Técnico: Henry "Harry" Welfare

AMÉRICA: Joel; Penaforte e Hildegardo; Hermógenes, Floriano e Mosqueira;Alemão, Oswaldinho, Mineiro, Telê e Miro / Técnico: Jaime Pereira Barcellos

 

3º Jogo

VASCO DA GAMA (RJ) 5 x 0 AMÉRICA (RJ)

Data: 24/11/1929

Campeonato carioca

Local: Laranjeiras (Rio de Janeiro - RJ)

Renda: 130:000$000

Árbitro: Arthur Antunes de Moraes e Castro “Laís” (Fluminense F. C.)

Gols: Russinho (3), Mário Mattos e Santanna

Vasco da Gama: Jaguaré, Brilhante e Itália; Tinoco, Fausto e Mola; Paschoal,

Oitenta e Quatro, Russinho, Mário Mattos e Sant’Anna /Técnico: Henry "Harry" Welfare

América – Joel, Pennaforte e Hildegardo; Hermógenes, Floriano (Mário Pinto)e Mosqueira; Alemão, Oswaldinho, Sobral, Telê e Miro /Técnico: Jaime Pereira Barcellos

 

Fontes: Acervo pessoal (sosumulas.blogspot.com), O Malho

 

Abaixo o Vasco que conquistou o Campeonato Carioca de 1929 de forma incontestável. Em 23 jogos, ganhou 15, empatou sete e perdeu apenas um. Foi tão fácil que na partida final o time da colina bateu o América por 5 a 0. Em pé temos Tinoco, Brilhante, Itália, Jaguaré, Fausto e Mola; agachados vemos Pascoal, Oitenta-e-Quatro, Russinho, Mário Mattos e Santana.

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 CLUBE DE REGATAS VASCO DA GAMA – CAMPEÃO DO TORNEIO INÍCIO CARIOCA – 1931

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Abaixo Jaguaré na goleada do Vasco 7x0 Flamengo em 1931

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Quando o Vasco excursionou à Europa, o primeiro clube em atividade no futebol profissional a fazê-lo, Jaguaré por lá ficou.

Em 1931, depois de uma excursão do Cruz-Maltino a Portugal e Espanha, foi contratado pelo Barcelona. Ficou na Catalunha apenas cinco meses, foi junto com Fausto o Maravilha Negra.

 

O Vasco da Gama promove uma digressão da sua equipa principal até Portugal e Espanha, países cuja interpretação do futebol deixou Jaguaré maravilhado.

O goleiro mostrou-se fascinado com os modos cavalheirescos e profissionais com que o belo jogo era tratado no Velho Continente, em contraste com o rude amadorismo como era vivido no seu país.

Face a esse fascínio Jaguaré e o seu colega de equipa Fausto não fizeram a viagem de regresso ao Brasil, forçando, em Espanha, a saída imediata do Vasco da Gama, para em seguida firmar contrato com o Barcelona. Ligação que seria histórica, já que desta forma Jaguaré e Fausto tornavam-se nos primeiros futebolistas brasileiros a jogar - profissionalmente - na Europa.

 

Conquista da Copa Myrurgia

Gigante da Colina levou a melhor sobre o Barcelona

No dia de 29 de junho de 1931, o Club de Regatas Vasco da Gama entrava em campo mais uma vez para enfrentar o Futbol Club Barcelona. Os clubes estavam disputando, no total de dois encontros amistosos, a posse da Copa Myrurgia, uma bela peça de prata que fora doada pela Perfumería Myrurgia, tradicional empresa catalã do ramo da perfumaria.

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Mundo Deportivo, 21 de junho de 1931

O Vasco fazia uma excursão internacional, a primeira das 71 viagens para fora do país que já fez em sua história. O Clube visitava o continente europeu, especificamente, Portugal e Espanha. Após uma cansativa viagem transcontinental abordo do S.S. Arlanza, o Vasco mediu forças pela primeira vez com a equipe do Barcelona no dia 28 de junho de 1931, no estádio Les Corts. Apesar do excelente desempenho, acabou sendo vencido a três minutos do fim, pelo placar de 3 a 2. Entretanto, a imprensa espanhola elogiou o estilo de jogo dos vascaínos, especialmente, do médio-volante Fausto, que acabaria sendo contratado pelo clube catalão junto com o goleiro Jaguaré.

Delegação vascaína a bordo do transatlântico S.S. Arlanza

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Na partida que "valia a taça", no mesmo estádio barcelonista, a equipe vascaína deu o troco, conseguindo sobrepujar o Barcelona pelo placar de 2 a 1. Com o resultado, o Gigante da Colina venceu pela primeira vez um clube europeu e, no Velho Continente, obteve a sua primeira vitória fora do Brasil.

Titulares e reservas do Vasco posam para fotografia em um dos dois jogos amistosos contra o Barcelona

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Lance da partida Vasco 2x1 Barcelona - Campeão da Copa Myrurgia

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Outro lance da partida Vasco 2x1 Barcelona - Campeão da Copa Myrurgia

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O equilíbrio total entre as equipes, com empate em número vitórias (uma para cada lado) e a igualdade no número de gols marcados e sofridos (4 a 4), fez com que a Copa Myrurgia fosse entregue ao Vasco.

Naquele período, era comum o troféu em disputa ser entregue ao clube visitante, quando ocorriam empates desse gênero.

Troca de gentilezas entre Samitier e Russinho, respectivamente, o capitão do Barcelona e o capitão do Vasco

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Vê-se a Copa Myrurgia, no lado esquerdo da imagem

Primeiro gol do Vasco no segundo jogo entre as equipes, marcado por Carvalho Leite aos cinco minutos do 2º tempo

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FICHA TÉCNICA (PRIMEIRA PARTIDA)

Partida: Club de Regatas Vasco da Gama 2x3 Futbol Club Barcelona

Data: 28 de junho de 1931 - (Domingo)

Local: Les Cort - (Barcelona/ESP)

CR VASCO DA GAMA:

Jaguaré, Brilhante e Itália; Tinoco, Fausto e Mola; Baianinho, Nilo, Leito, Russinho e Mário Mattos.

FC BARCELONA:

Uriach (Montserrat), Zabalo e Más; Martí, Guzmán e Arnau, Piera, Goiburu, Samitier, Sastre e Sagi.

Gols: Russinho, Carvalho Leite, Samitier (BAR), Goiburu (BAR), Piera (BAR).

Árbitro: Llovera.

FICHA TÉCNICA (SEGUNDA PARTIDA)

Club de Regatas Vasco da Gama 2x1 Futbol Club Barcelona

Data: 29 de junho de 1931 – (Segunda-feira)

Local: Les Corts - (Barcelona/ESP)

CR VASCO DA GAMA:

Jaguaré, Brilhante e Itália; Tinoco, Fausto e Mola; Baianinho, Benedicto, Santana, Russinho e Carvalho Leite.

FC BARCELONA:

Zamora, Zobalo e Más; Marti, Gusmán e Castillo; Piera, Goiburu, Samitier, Sastre e Pedrol.

Gols:

2º Tempo - Carvalho Leite (5’), Russinho e Samitier (BAR).

Árbitro: Guillermo Comorera.

Súmula oficial do jogo produzida pelo FC Barcelona

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O troféu Copa Myrurgia

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Foto: Paulo Fernandes

 

 

 

BARCELONA

 

Abaixo matéria do www.netvasco.com.br e do Brasil Barça sobre Fausto e Jaguaré

 

os primeiros brasileiros do Barça

 

Dois jogadores tiveram o privilégio de serem os responsáveis por abrir as portas do FC Barcelona ao Brasil. Uma relação histórica que teve seu pontapé inicial há 86 anos e que começou de uma forma curiosa. O fato que sejam dois atletas e não apenas um, já é um exemplo. Mas as curiosidades não param por aí. Ambos chegaram ao Barça procedentes da mesma equipe, o Vasco da Gama, do Rio de janeiro.

 

Além disso, fizeram a sua estreia na mesma partida e vestiram a camisa do clube catalão no mesmo período, durante a temporada 1931/32. Outra semelhança entre ambos é que nenhum deles chegou a disputar uma partida oficial pelo Barça, por culpa do regulamento da época, que não permitia jogadores estrangeiros.

 

São eles: Jaguaré Bezerra de Vasconcellos e Fausto Dos Santos. Dois grandes craques brasileiros do início do século XX, que impressionaram os catalães durante uma excursão do clube carioca pela Europa. Desse modo, acabaram contratados pelo Barça e se tornaram os primeiros brasileiros da história do clube catalão.

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Ambos fizeram a sua estreia no dia 29 de agosto de 1931, no antigo estádio de Les Corts, em um amistoso contra o Athletic Club que o Barça venceu por 5 a 1. Na foto abaixo, a equipe do Barça que entrou em campo naquele dia, com as presenças do goleiro Jaguaré (agachado) e do meia Fausto dos Santos.

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Jaguaré chegou ao Barça em 1931, mas também foi prejudicado pela regras da época e só teve a oportunidade de disputar jogos amistosos – 18 no total.

A permanência na Catalunha é porém curta. Alvos de preconceito por parte dos dirigentes e adeptos do Barça os dois atletas somente aguentaram cerca de um ano com a camisola blaugrana. Ao que se diz não foi só a cor da pele - em tons de negro - de ambos que deu aso à antipatia dos catalães face às suas figuras, mas sobretudo as brincadeiras de Jaguaré no terreno de jogo. Na pele de uma criança grande o carioca continuava a gingar entre os adversários com a bola nos pés por terrenos pouco habituais para um guarda-redes, pelo menos na ótica dos responsáveis e adeptos do Barcelona, que nunca acharam muita piada às molecagens de Jaguaré. 

 

 

Alguns anos depois, voltaria ao Brasil e se tornaria o primeiro goleiro a usar luvas, novidade trazida da sua passagem pelo futebol europeu.

Jogou também no Corinthians, Sporting de Lisboa, Olympique de Marsella, Acadêmicos do Porto e São Cristóvão.

Faleceu no dia 27 de agosto de 1946, aos 41 anos.

 

Fonte: Brasil Barça

 

 VASCO DA GAMA

Só retornou em 1933 e trazia consigo algo inédito no Brasil: luvas para goleiro.

Após a aventura falhada em Espanha regressa ao Brasil... como um herói. A notícia do seu regresso foi recebida em delírio por um país que continuava a idolatrar o seu estilo inconfundível de interpretar o jogo. 

Mas a magia de Jaguaré parecia ter acabado e o Vasco não o quis.

 

 UNIÃO DE LISBOA

Existe registro de que ele participou de uma partida pelo União Lisboa entre 1933 e 1934.

 

 CORÍNTHIANS

Em 1934, passou a defender o Corinthians

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Com estilo na verdadeira ascensão da palavra, uma vez que da Europa trouxe algumas modas até então nunca vistas nos goleiros de futebol, como por exemplo o uso de luvas e do boné que caracterizava os guarda-redes europeus. Jaguaré tornava-se assim cada vez mais num espetáculo dentro do próprio espetáculo.

Jaguaré jogou no Corínthians até 1935

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 Abaixo lance de Jaguaré do Corínthians defendendo a bola e no ataque do São Paulo Friedenreich em 1934

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CARIOCA ESPORTE CLUBE-RIO DE JANEIRO

Ainda em 1935 Jaguaré jogou pelo Carioca, onde o time termina o campeonato em sétimo colocado.

Abaixo alguns jogos que ele participou pelo Carioca.

Campeonato Carioca 1935 - I TURNO
FMD (Federação Metropolitana de Desportos)

I TURNO

12/05/1935
Carioca 2x0 SC Brasil
Local: General Severiano
Juiz: Osvaldo Travassos Braga
Gols:Franklin e Dezo
Carioca: Jaguaré, Lino e Viana; Benevenuto, Oto e Alcides; Roberto, Dezo, Pequenino (Franklin), Orlando e Jaime.
Brasil: Alfredo, Lucio e Fontinha; Luciano, Zezé e Otavio (Betinho); Riper, Dondon, Goulart, Modesto e Valdemar.

26/05/1935

Madureira 0x1 Carioca
Local: Figueira de Melo
Juiz: Alderico Solon Ribeiro
Gol: Popó
Madureira: Onça, Tuica e Fraga; Ferro, Jocelino e Camisa; Adilson, Mota, Baiano, Taninho e Dentinho.
Carioca: Jaguaré, Nilo e Viana; Benê, Oto e Alcides; Roberto, Dezo, Armando, Jaime (Franklin) e Popó.

07/07/1935

Carioca 1x4 Botafogo

Local: General Severiano
Juiz: Lóris Cordovil
Gols: Viana, Carvalho Leite (2), Bartesko, Álvaro
Carioca: Jaguaré, Lino e Viana; Jaime (Bené), Oto e Alcides; Roberto, Dezo, Moacir, Gentil e Popó.
Botafogo: Alberto, Otacílio e Nariz; Afonsinho, Martin e Canali; Álvaro, Leônidas, Carvalho Leite, Russinho e Patesko.

14/07/1935

Bangu 1x3 Carioca
Local: Rua Ferrer
Juiz: Pedro Santos
Gols: 1º tempo: Dininho. 2º tempo: Moacir, Jaime e Moacir.
Bangu: Euro, Mário e Sá Pinto; Brilhante, Paulista e Médio; Luizinho (Buza), Ladislau, Plácido, Julinho e Dininho. Técnico: Adhemar Pimenta.
Carioca: Jaguaré, Lino e Viana; Benê, Oto e Alcides; Roberto, Dezo, Moacir, Gentil (Jaime) e Popó

21/07/1935
Carioca 2x2 São Cristóvão
Local: Figueira de Melo
Juiz: Pedro Santos
Gols: Moacir (2), Carreiro e Mário (pênalti)
Carioca: Jaguaré, Lino e Viana; Benê, Oto e Jaime; Roberto, Deco, Moacir, Gentil (Franklin) e Popó.
São Cristovão: Francisco, Mario e Zé Luis; Pintado, Dodô e Afonsinho; Vicente, Baiano, Hugo, Quintanilha e Carreiro.

11/08/1935

Carioca 0x3 Vasco
Local: Figueira de Melo
Juiz:Carlos Gomes Potengy
Gols: Tião, Orlando, Gradim.
Carioca: Jaguaré, Lino e Viana; Benevenuto, Oto e Alcides; Roberto, Deco, Moacir, Jaime (Gentil) e Popó.
Vasco: Panela, Osvaldo e Itália; Barata, Jucá e Gringo; Orlando, Kuko, Luiz Carvalho (Gradim), Nena (Tião) e Luna.

 

SPORTING DE LISBOA-PORTUGAL

Nova travessia no Atlântico: rumo a Lisboa em 1935.

Jaguaré foi o primeiro guarda-redes estrangeiro a vestir a camisola leonina.

Jaguaré com as cores do Sporting frente grande rival Benfica

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Jaguaré, o defesa Vianinha e o médio Fernando Giudicelli estavam comprometidos com equipas italianas, mas ficaram retidos em Lisboa por causa da guerra da Itália com a Abissínia, e o Sporting contratou-os.

Jaguaré não ficou perturbado pela experiência menos positiva de Barcelona, e em 1935 atravessa de novo o Atlântico rumo a Lisboa, desta feita para defender as cores do Sporting.

À semelhança do ocorrido na Catalunha também a estadia do brasileiro em solo luso foi curta, mas ao que se sabe um pouco mais feliz em relação à primeira experiência.

Jaguaré fez, de certa forma, história no futebol português, desde logo por ter sido o primeiro guarda-redes a usar luvas, tal como havia acontecido no Brasil.

Entre novembro de 1935 e abril de 1936 o excêntrico jogador defendeu por sete ocasiões a baliza leonina, tendo vencido seis jogos e perdido apenas um - para o rival Benfica.

Abaixo Jaguaré no jogo Sporting 1x0 Belenenses em 1935.

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Tal como no Brasil e em Espanha o estilo brincalhão e provocador que Jaguaré exibia em campo causou algum impacto em Portugal.

Certo dia, num embate contra o Benfica, Jaguaré cuspiu na bola antes do benfiquista Aníbal José partir para a conversão de uma grande penalidade.

Desconhecendo-se se com algum nojo ou não por tal atitude o que é certo é que Anibal José atirou o esférico por cima da baliza.

O árbitro mandou repetir o lance, e Jaguaré voltou a cuspir na bichinha, como ele gostava de chamar a sua companheira das brincadeiras, e mais uma vez o jogador do Benfica voltou a falhar o pénalti.

Desta vez Jaguaré defendeu usando as luvas é claro.

Reza ainda a lenda que num outro encontro, desta feita ante a Académica, Jaguaré sai a correr da baliza para travar um ataque contrário, sendo que posteriormente na posse da bola sai ele próprio a jogar em contra-ataque perante o espanto de colegas, adversários, e do próprio público.

Como já foi referido a estadia do brasileiro em Lisboa durou apenas seis meses, muito por culpa de um jovem de 20 anos chamado Azevedo, figura esta que ao agarrar a titularidade da baliza sportinguista iniciava um trajeto que o haveria de o levar até ao Olimpo dos Deuses do futebol português.

Mesmo tapado por aquele que viria a ser caracterizado como um dos melhores guardiões lusos de todos os tempos, Jaguaré enriqueceu ao serviço do Sporting o seu currículo desportivo, na sequência da conquista do título de campeão de Lisboa de 35/36.

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Jaguaré, o brasileiro que defende a baliza do Sporting entre 10 de Novembro de 1935 e 5 de Abril de 1936. 

 OLYMPIQUE DE MARSELLA-FRANÇA

Jaguaré Bezerra de Vasconcelos - na França era chamado de Vasconcelos

 

E ainda em 1936,  embarcou para a França para uma passagem vitoriosa pelo Olympique

Deixando para trás a capital portuguesa Jaguaré rumou para a edílica região do sul de França, para representar o Olympique de Marseille (OM), onde se tornou ídolo.

As suas excêntricas exibições ao serviço dos marselheses atraíram até si as luzes da ribalta, a fama que tanto buscou em Espanha e em Portugal e nunca alcançou.

No Marselha foi peça fundamental para a conquista de títulos que ainda hoje se destacam no vasto currículo do emblema marselhês muito por culpa das brincadeiras que Le Jaguar - como a imprensa gaulesa o iria apelidar - efetuava em campo.

Reza a lenda que em França a excentricidade de Jaguaré atingiu contornos vincados: danças com a bola nos pés em frente aos adversários, defesas com pontapés de bicicleta - terá sido nele que Higuita se inspirou para edificar a sua famosa defesa escorpião? - provocações constantes a adversários que os levavam à profunda irritação, e goleador.

É verdade, goleador. Jaguaré foi o primeiro guarda-redes a converter grandes penalidades, facto ocorrido na final da Taça de França de 1938, a qual colocou frente a frente o OM e o Metz.

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O ano foi o longínquo 1938, mais precisamente no dia 08 de maio, durante a decisão da Copa da França entre Olympique de Marseille e FC Metz.

A partida terminou 2 a 1 para o primeiro e seria mais uma final como outra qualquer se não fosse um dos gols que entrou para a história do futebol.

O confronto estava 1 a 0 para o Metz quando o zagueiro Laurent fez pênalti em um atacante adversário aos 22 minutos do primeiro tempo.

Para surpresa dos cerca de 33 mil espectadores presentes ao Parc des Princes, em Paris, eis que o goleiro do OM sai de sua meta em direção à área adversária, coloca a bola debaixo dos braços e se prepara para cobrá-lo. Suspense e euforia nas arquibancadas do estádio.

O arqueiro bate o penalidade e desloca seu companheiro de posição decretando o empate.

Esse mesmo jogador não foi só o herói da decisão simplesmente pelo gol feito, mas também por ter defendido um pênalti aos 28 minutos da segunda etapa chutado pelo atacante Donzelle que garantiu a vitória do Olympique e, consequentemente, o título do torneio.


Nos dias seguintes os jornais franceses estampavam em suas principais manchetes algo do tipo “Foi um lance sensacional! Um arqueiro fazer um gol contra o adversário!” ou “Em nossa cidade jamais houve um caso, em partida oficial, de um arqueiro cobrar um penalti”.

Até o então presidente francês, Albert Lebrun, cumprimentou o atleta pessoalmente por tamanho feito.

Goleiro brasileiro (de preto) foi o primeiro a marcar um gol na história do esporte.

jaguarenoolimpique1938


O goleiro em questão era o brasileiro Jaguaré, que iniciou sua carreira no Atlético Santista em 1926 e também atuou pelo carioca Vasco da Gama.

Ele, ao lado de Amphilóquio Guarisi (ou simplesmente Filó), foi o brasileiro pioneiro nas transferências internacionais quando foi vendido ao Barcelona da Espanha em 1932.

Apesar da imensa habilidade com a bola nas mãos também era um exímio transgressor de regras.



Entre 1936 e 1939 - o período de permanência no OM - Jaguaré atingiu o ponto mais alto da sua carreira ao serviço do futebol gaulês. Foi campeão nacional em 1937 e venceu, como já vimos, a Taça de França de 38.

 

SÃO CRISTÓVÃO

 

O eclodir da II Grande Guerra Mundial na Europa fê-lo regressar a casa, assustado (com a guerra)... e pobre. A criança grande que Jaguaré exibia dentro dos campos de futebol era igualmente transportada para o seu dia-a-dia pessoal. Não soube poupar um único cêntimo do que havia ganho na Europa, gastando todo o dinheiro que ganhava com amigos nas molecagens da vida mundana. Ao voltar à sua pátria abraçou de novo a dura profissão de estivador. No Rio de Janeiro ainda atuou pelo São Cristóvão, mas sem o sucesso arrecadado no Vasco da Gama ou no Marselha. 

 Académico Futebol Clube do Porto

 

A vida dura no seu país aliada às saudades que tinha da Europa fazem-no regressar ao Velho Continente, e de novo com Portugal como destino.

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Desta feita ruma ao norte do país, onde defende as balizas do Académico do Porto , entre 1938 e 1940. As informações sobre a estadia - e sobretudo sobre as peripécias - de Jaguaré na Cidade Invicta são escassas.

Abaixo Jaguaré em 1939 no Académico do Porto.

jaguarenoacademicodoportoxporto1939

 

  Leça Futebol Clube de Portugal

Em 1940 volta a Portugal onde jogou no Leça F.C. de onde jogou de 1940 até 1942. Existe registro de 17 partidas na temporada 1941-1942.

 

RETORNO AO BRASIL

 

Tinha 37 anos de idade quando regressou ao Brasil no Verão de 1942.

Atravessou pela última vez o Atlântico para morrer na mais profunda miséria na sua pátria.

Sabe-se que passa os últimos anos da sua vida em Santo Anastácio (Estado de São Paulo) onde se entrega às bebidas alcoólicas e às lutas de rua.

E seria precisamente na sequência de uma dessas lutas de rua que Jaguaré voltaria a ser notícia nos jornais por uma última vez, depois de ser espancado até à morte por três polícias com quem se tinha envolvido em confrontos.

Estavamos a 27 de agosto de 1946, data em que o pioneiro das loucuras de Higuita, Gatti, Henao, ou Chilavert dizia adeus ao mundo terrestre.

 

Tem várias versões sobre a morte de Jaguaré

Um dia, Jaguaré voltou ao Brasil para ficar. Voltou com medo da guerra. Chegou sem um tostão. O dinheiro que ganhou, e não foi pouco, gastou tudo pelas esquinas da vida. Voltou a ser estivador e, quando falava do seu passado, todos riam e não acreditavam em Jaguaré. Depois, desapareceu. Sabe-se que foi para a cidade de Santo Anastácio no Oeste paulista. Em 1940, Jaguaré voltou a ser noticia dos jornais. Em um canto de página policial, estava registrado que o antigo goleiro do Vasco Jaguaré, tinha se envolvido em uma briga com policiais, que o espancaram até a morte. Jaguaré foi enterrado com indigente.

Em outra versão

De volta ao Brasil, desenvolveu uma dependência em álcool e  morreu em 27 de outubro de 1940, no Hospital Franco da Rocha, o antigo centro psiquiátrico conhecido como Juqueri, em São Paulo.

 

Acredito ser a melhor versão essa: Jaguaré faleceu depois de ser espancado até à morte por três polícias com quem se tinha envolvido em confrontos, no dia 27 de agosto de 1946, data em que o pioneiro das loucuras de Higuita, Gatti, Henao, ou Chilavert dizia adeus ao mundo terrestre.

 

Mas seu nome ficará na história como uma das maiores lendas do futebol brasileiro e um dos maiores goleiros do país

 

 

Jaguaré
Nome: Jaguaré Bezerra de Vasconcelos
Apelido: Babilônia, Dengoso e Le Jaguar
Nascimento: 14/07/1905 - Rio de Janeiro/RJ
Falecimento: 27/10/1946-Santo Anastácio-SP
Posição: Goleiro
Características: Agilidade, Segurança e Tranqüilidade.
Período: 1928 a 1931 e 1934

Pela Seleção Brasileira Principal (1928/1929): 3 jogos, 3 vitórias.
Gols: 3.
1 - 24.06.1928 - 5 x 0 Motherwell (ESC)
2 - 06.01.1929 - 5 x 3 Barracas (ARG) (-3)
3 - 24.02.1929 - 4 x 2 Rampla Juniors (URU)

Clubes
Atlético Santista 1926 a 1927 (amador)
Vasco da Gama 1928 a 1931- 1933
Barcelona (ESP) 1932 – 1933
Corínthians (SP) 1934 a 1935

Carioca E.C -1935

Sporting - Lisboa 1935-1936
Olympique de Marseille (FRA) 1936-1938,

São Cristóvão 1938

Academica do Porto-Portugal 1938-1940;

 

 

Títulos
Campeonato Carioca: 1929 (Vasco da Gama)
Campeonato Francês: 1937 (Olympique de Marseille)
Copa da França: 1938 (Olympique de Marseille)

 

 

 

 

Publicado por: Murilo Dieguez

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Fonte de Pesquisa:

acervo www.historiadordofutebol.com.br

brfut.blogspot.com,

www.sporting.footballhome.net,

ionline.sapo.pt,

camaroteleonino.blogs.sapo.pt,

www.playmakerstats.com,

www.vasco.com.br,

historiadofutebol.com/blog,

www.netvasco.com.br,

Brasil Barça,

sosumulas.blogspot.com,

www.memoriavascaina.com,

www.lance.com.br,

www.vasco.com.br,

terceirotempo.uol.com.br,

futebolhistoria.blogspot.com,

 

Aqui Jaguaré no Vasco da Gama onde foi Campeão Carioca em 1929

 

 

"Jaguaré, você faz parte da história do futebol, e eu Marcelo Dieguez, O Historiador não vou deixar sua história ser esquecida".