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ODIRLEI, ex-Pinheiros-PR, Ponte Preta-SP, Portuguesa-SP, Bangu-RJ, Santa Cruz-PE, Barbarense-SP, Comercial de Ribeirão Preto-SP, Atlético de Três Corações-MG, Velo Clube, Marília-SP e Linense-SP.

 

 

 

 

 

Odirlei Magno, nasceu em Curitiba (PR) no dia 28 de março de 1952.

 

 

 

Foto=acervo do Historiador Luiz Fernando Evaristo

Lateral esquerdo veloz, excelente marcador, era um verdadeiro ponta por causa de sua grande habilidade.


Iniciou sua carreira no Pinheiros, aonde aos 22 anos já era o capitão do time.

 

 

 

 

Aqui o Pinheiros de 1974.

 

 

 

 

Foto=acervo do Historiador Luiz Fernando Evaristo

 

 

 

 

Abaixo o Pinheiros de 1975, Odirlei aparece em pé, sendo o segundo da direita para a esquerda.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Foto=acervo do Historiador Luiz Fernando Evaristo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Foto=acervo do Historiador Luiz Fernando Evaristo

 


Em 1976 foi emprestado ao Erechim (RS), e dali já foi contratado pela Ponte Preta (SP) no mesmo ano e aonde jogou até 1982.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Foto=acervo do Historiador Luiz Fernando Evaristo

 

 


Foi vendido para a Portuguesa de Desportos em 1982, aonde permaneceu até 1984.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Foto=acervo do Historiador Luiz Fernando Evaristo


Jogou ainda no Bangu em 1985, no Santa Cruz em 1986, no Barbarense em 1987, no Comercial de Ribeirão Preto em 1987, Atlético de Três Corações em 1987, Velo Clube em 1988, Marília em 1988, e encerrou sua magnífica carreira em 1989 atuando pelo Linense (SP).

 


É considerado o melhor lateral esquerdo da história da Ponte Preta, de Campinas.

 

 

 

 

 

 

 

Foto=acervo do Historiador Luiz Fernando Evaristo

 

 

 

 

Titular absoluto do melhor time que a macaca conseguiu montar em toda sua história e finalista do Campeonato Paulista em 77, 79 e 81.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Foto=acervo do Historiador Luiz Fernando Evaristo

Hoje é professor da escolinha de futebol do Clube do Bonfim, em Campinas, a 100 km da capital, e trabalha nas categorias de base da Ponte Preta. "Falta material humano. No passado, surgiam mais jogadores de talento", conta.

 


Odirlei acredita que os jogos entre Corinthians e Ponte Preta se tornaram clássicos do futebol brasileiro.

"São jogos diferentes dos outros. Até os mais jovens reconhecem a importância dessa disputa depois que ouvem as histórias de 77."


Odirlei ajudou a escrever estas histórias. Era um dos pilares da defesa da Macaca (apelido do time da Ponte Preta), liderada pelo zagueiro Oscar e pelo goleiro Carlos.

Veloz, raçudo, voluntarioso e marcador, Odirlei era um lateral incansável.

Foi três vezes vice-campeão paulista, mas acredita que o time de Campinas tinha condições de ter vencido as decisões, contra o Corinthians, por duas vezes, e contra o São Paulo. "Ainda fico arrepiado toda vez que me lembro daquele time que tinha Dicá, Carlos, Vanderlei, Marco Aurélio...", conta.


E foi a ausência de Odirlei na partida decisiva contra o Corinthians, no dia 13 de Outubro de 77, um dos fatores preponderantes para a derrota, por 1 a 0, no Morumbi.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Foto=acervo do Historiador Luiz Fernando Evaristo

 

 

 

 

Na partida anterior, vencida pela Ponte Preta, por 2 a 1, no recorde de público do Estádio do São Paulo Futebol Clube – 138.032 pagantes -, o lateral recebeu o terceiro cartão amarelo, aos 45 minutos do segundo tempo, em um lance bobo.

No entanto, não foi isso que achou o árbitro Romualdo Arppi Filho. Achou? Ou estava determinado a achar? Desde aquele 9 de outubro – três dias antes da partida final – até hoje, Odirlei não tem dúvidas. 


O maior jogador da história da Ponte Preta foi Dicá, mas para muitos, inclusive para o Mestre, a peça fundamental da equipe vice-campeã paulista de 1997 era o lateral-esquerdo Odirlei.

Um verdadeiro ponta, que, junto com Tuta, desbancava qualquer defesa adversária, sem muito esforço, somente com a habilidade e o entrosamento.

“Eu não me recordo muito bem do lance. Lembro que a bola estava para sair do campo e a chutei de vez para fora. Tem gente que fala que a bola foi para a arquibancada, outros falam que foi um chutinho. Não sei direito. Para mim, foi apenas um toque. Mas ele (Romualdo) veio em minha direção falando: ‘Você está ferrado, vai ficar de fora do terceiro jogo.
Ajoelhei e implorei que não fizesse aquilo, mas não tinha jeito, já estava tudo combinado. Se não estivesse, ele teria que mostrar o cartão para o Jair Picerni (lateral-direito), que chutou a bola três vezes para fora do campo, mas o Jair não estava pendurado, diferente de mim”, revelou.


Com Odirlei fora da decisão, a Ponte Preta não perdeu apenas em força ofensiva – Ângelo, que o substituiu, não tinha a mesma técnica -, mas também aumentou o poderio ofensivo do adversário.

“Quando eu jogava, o Basílio ficava preso na minha marcação e o Vaguinho não podia atacar tanto. Sem minha presença, o Vaguinho ficou livre para cair na ponta e o Basílio não tinha com quem se preocupar. Eles começaram a nos desmontar ali. Depois veio a expulsão do Ruy Rei, no início do último jogo”, comentou.


Que o time da Ponte Preta era superior, todos sabiam, até os próprios jogadores do Corinthians chegaram a admitir.

No entanto, para Odirlei, forças maiores evitaram que o título fosse para o Moisés Lucarelli.

Naquela época, o Corinthians vivia um jejum de 23 anos sem conquistar nenhum título e a pressão era gigantesca.
“O que fizeram com a gente foi sacanagem.

A arbitragem influenciou tanto na minha suspensão como na expulsão do Ruy Rei (o árbitro que expulsou o atacante pontepretano foi Dulcídio Wanderley Boschillia), e tem gente que ainda fala que o Ruy estava vendido. Isso é falta de consideração. O Ruy Rei era um exemplo de profissional.

Quem estava engavetado era o árbitro”, afirmou. Mas quem pensa que Odirlei vive até hoje frustrado pela perda do título se engana.


“A perda do título foi ruim, mas foi bom. Graças ao Corinthians, aquele time da Ponte Preta, que era uma verdadeira máquina, é lembrado até hoje. Já se passaram 30 anos e nós continuamos na mídia”. Se Odirlei não estava em campo na grande final, devido à suspensão, onde estava então?


“Foi um pesadelo não participar daquele jogo. Estava com a minha namorada em Campinas e fomos ao Bar do Capitão, no Guanabara, tomar uma cervejinha.

Quando o Ruy Rei foi expulso, sabia que iríamos perder. Eles completaram o que tinham começado no outro jogo, dando o terceiro cartão amarelo para mim. Na primeira fase, vencemos as duas partidas contra o Corinthians (4 a 0, em Campinas, e 2 a 1, em São Paulo), mas na final, eles (Corinthians) levaram sorte na primeira e houve sacanagem na segunda e terceira partida”.


As três partidas da final foram realizadas no Estádio do Morumbi, em São Paulo, apesar da Ponte ter realizado a melhor campanha das fases inicias, chegando invicta á final. O time campineiro, no entanto, não se deixou abalar por isso.

Em uma reunião com dirigentes, o local das decisões pouco interessou ao grupo de jogadores, que sabia da superioridade da alvinegra campineira.


“Se não tivesse forças extra-campo, ganharíamos em qualquer lugar. A partida poderia ter sido no Maracanã, Morumbi, como foi, ou Mineirão. Nós sabíamos que tínhamos condições de vencer em qualquer estádio.

E outra, jogar no Morumbi lotado era muito bom também. Mas sabemos que houve alguma influência para o resultado final”, completou o ex-lateral.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Foto=acervo do Historiador Luiz Fernando Evaristo


Após abandonar o futebol, no final da década de 80, Odirlei enfrentou momentos difíceis.

Chegou a ser vendedor de água entre 90 e 94.

"Senti um pouco de vergonha no começo, mas tinha de sustentar minha família."

Foi um convite de Dicá para ser professor de futebol que fez Odirlei sorrir de novo.

 

 

 

 

 

 

Odirlei e o goleiro Carlos amigos do tempo da Ponte Preta.

 

 

Foto=acervo do Historiador Luiz Fernando Evaristo

 

Hoje, contas equilibradas, mora em casa própria em Campinas.


Um arrependimento? "Não ter participado da Copa de 78. Falei para o técnico Cláudio Coutinho que não podia viajar porque estava com problemas no casamento. Poderia ter sido diferente, mas não tem problema. Consegui outras coisas e vou continuar correndo atrás."
 

 

Publicado por Marcelo de Paula Dieguez O Historiador

 

 

Fonte de pesquisa:

 

 

Historiador Luiz Fernando Evaristo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Foto de Odirlei e com autógrafo.

 

 

 

 

 

Foto=acervo do Historiador Luiz Fernando Evaristo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Odirlei em foto atual.

 

 

 

 

 

 

Foto=acervo do Historiador Luiz Fernando Evaristo

 

 

 

 

 

 

"Odirlei, você faz parte da história do futebol, e eu seu amigo Marcelo Dieguez, O Historiador não vou deixar sua história ser esquecida".

 

 

Um abraço de seu amigo Marcelo de Paula Dieguez.

 

 

 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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